terça-feira, 21 de março de 2017

CAPÍTULO 14


No início, não passou de um toque bem leve. Depois, quando Amanda não se moveu nem acordou, se tornou menos suave. Uma voz acompanhou:
- Amanda...
Ainda adormecida, ela deixou escapar um som:
- Uhm?
A resposta soprada:
- Seu celular está tocando.
Mandou uma mensagem direta para o cérebro, repleta de informações que finalmente a despertaram: tinha passado a noite inteira com Marina, já era de amanhã e tinha esquecido de avisar Laura e Michelle. Levantou-se da cama de uma só vez:
- Merda!
Pegou o celular de dentro da bolsa, mas não o atendeu. Esperou que parasse de tocar, viu as inúmeras ligações e mensagens não respondidas e xingou de novo:
- Merda!
Deitada nua na cama, Marina não disse nada. Apenas a olhou, com um sorriso divertido. Amanda explicou enquanto enviava mensagem para as duas pelo whatsapp, pedindo desculpas e dizendo que tinha dormido na casa de uma amiga:
- Esqueci de dizer que não ia voltar pra casa ontem.
A resposta de Michelle foi imediata: “Conversamos qdo vc chegar”. Amanda ainda ficou olhando para o aparelho durante um instante, esperando algo por parte de Laura, mas o retorno dela não veio.
Marina a trouxe de volta à realidade:
- Vai ter que sair correndo?
De nada adiantaria. Na verdade, preferia adiar a tal conversa o máximo possível:
- Não. 
Desta vez, o sorriso de Marina foi completamente diferente:
- Então volta aqui.
Virou-se para Amanda assim que esta se deitou, a mão deslizando íntima e sugestivamente por sua barriga:
- Bom dia...
Não esperou pela resposta, inclinou-se sobre ela e a beijou. Amanda foi inteiramente receptiva. Seguindo a mesma necessidade intensa e imperiosa que durante toda a noite havia perseguido, puxou-a para si. Marina não a decepcionou. Muito pelo contrário, apenas comprovou o que Amanda já intuía. Que com ela, encaixe, entrega, prazer e ritmo chegavam mais e mais perto da perfeição cada vez que se repetiam.


Michelle deixou escapar um suspiro exasperado antes de se virar para Laura:
- Você tinha razão. Sem chance de ficarmos com a Amanda aqui em casa até o final do semestre. Perdemos completamente o controle e se acontecer alguma coisa seremos nós as culpadas. 
O alívio de Laura não poderia ser maior:
- Ligo pra Elaine na terça, assim que chegar de viagem.
O que levou Michelle a outra questão, para ela igualmente importante:
- Não consegue mesmo voltar na segunda?
Para Laura era igualmente lamentável, detestava dormir sem Michelle, mesmo durante uma única noite. Desta vez, ela não poderia acompanhá-la e, se pudesse, retornaria para casa assim que a palestra que ministraria terminasse. No entanto, não tinha como evitar outras demandas familiares:
- Você sabe como são meus pais. Não vão me perdoar se eu não for jantar e dormir lá.
À Michelle restou se resignar:
- Fazer o quê? 


Quando Marina disse:
- Eu já tinha uma coisa combinada e tenho que ir, estou atrasada. 
Amanda esperava por tudo, menos que ela convidasse:
- Quer vir comigo?
Não precisou pensar, pareceu natural aceitar, assim como tomarem banho juntas, entre beijos e carícias que não levaram a sexo propriamente dito, fazendo Amanda gemer:
- Marina... 
Num murmúrio fraco, muito mais uma súplica do que um protesto, largado sobre a superfície molhada da parede de ladrilhos. Marina apenas riu:
- Agora não...
Antes de beijá-la uma última vez e afastar-se, deixando Amanda ainda mais enlouquecida. Sozinha no chuveiro, trocou a temperatura da água e entrou debaixo da ducha fria, tentando dissipar o que Marina havia provocado sem grandes resultados. Tentou agarrar-se a promessa de um depois não verbalizado, apenas sinalizado, mas já a conhecia o suficiente para saber que era incerto, poderia acontecer ou não.
Perguntou assim que entraram no carro dela:
- Aonde vamos?
Marina sorriu, da mesma forma lasciva com que passou a mão na parte interior da coxa de Amanda, levantando a saia, até os dedos roçarem na calcinha e depois voltando ao joelho, onde a carícia deliciosa tivera início. Causando uma série de arrepios, pelo gesto em si e pela lembrança do outro, bem semelhante, que dera início à noite anterior.
Só falou depois que girou a chave na ignição:
- Você já vai saber.
Em resposta à pergunta que Amanda até já havia esquecido.


Seguiu Marina olhando em volta, sem disfarçar a curiosidade. Nunca ia ao Centro, muito menos em pleno sábado. 
Diminuiu o passo assim que se aproximaram da pequena multidão na calçada. Como se percebesse a hesitação dela, Marina a pegou pela mão:
- Vem comigo.
Foi abrindo caminho entre as pessoas com a facilidade e a segurança de quem estava acostumada e que à Amanda ainda faltava. Parou na frente de uma das várias mesas do lado de fora do bar, onde um casal hetero estava se beijando. Marina os interrompeu quase gritando:
- Ainda tem cerveja nessa porra ou já secaram a garrafa toda?
Os dois olharam para elas e, na mesma hora, Amanda reconheceu o homem. A reação que teve ao ver o primo taxista tarado foi puramente física, imediata e incontrolável. Chegou a recuar um passo, teria fugido se Marina não apertasse a mão dela com força e falasse sussurrando, para que só ela escutasse:
- Menos.
Depois, se virou e os apresentou:
- Meu primo Rafael e a esposa dele, Aline. Essa é a Amanda.
Para alívio de Amanda, eles não se levantaram, apenas acenaram e disseram “oi” de longe, o primo de Marina totalmente comportado. Fingindo que nunca a tinha visto, na verdade.
Apesar disso, ainda estava tensa ao se sentar do lado de Marina, que chamou o garçom pelo nome e pediu mais dois copos. Três garrafas de cerveja depois, estava cantando junto com o pessoal que estava tocando “Folhas Secas” de Nelson Cavaquinho. Marina lhe lançou um olhar que continha surpresa, admiração e um toque levemente picante:
- Surpreendente...
Amanda sorriu, de uma forma completamente desinibida: 
- Samba de raiz... Adoro!
A empolgação de Marina foi diferente. Cheia de malícia e propositalmente sedutora:
- É? Eu também.
O olhar desceu para os lábios de Amanda e, depois, passearam pelo corpo dela inteiro antes de voltar para os olhos:
- Quer dançar?
A ligeira embriaguez em que Amanda se encontrava não a impediu de se preocupar:
- Aqui?
Marina inclinou o corpo para frente, ficou a centímetros da boca de Amanda:
- Por que não?
Ela riu, parte pelo efeito que a proximidade causava, em parte por se sentir uma idiota reprimida e careta ao perguntar:
- Não é dar muita pinta?
Havia um misto de divertimento e provocação no jeito que ela soprou:
- Não mais do que o jeito que você está me olhando...
Pôs se de pé e estendeu a mão direita com a palma virada para cima, convidando: 
- Vamos?
De um jeito absolutamente constrangido, Amanda foi obrigada a recusar:
- Desculpa, mas eu não sei dançar.
Marina brindou-a com um sorriso ofuscante e irresistível, mas não insistiu:
- Um dia te ensino.


Só muito depois, já no fim da tarde, Marina a deixou em casa. Amanda despediu-se dela com um beijo de leve nos lábios, sem se importar com o porteiro do prédio que as observava. 
Entrou em casa esperando ter que enfrentar reclamações, repreensões, discursos sobre responsabilidade, nunca que nem Michelle nem Laura falassem nada. O que só serviu para deixá-la ainda mais culpada. 
Foi dormir cedo e acordou quase de tarde. Encontrou um bilhete de Laura e Michelle pregado na porta da geladeira, informando que estavam na praia, mas que tinham deixado café na garrafa térmica e comida congelada no freezer. 
Aproveitando o fato de estar sozinha, sentou no sofá da sala, ligou a TV e conferiu o celular. Afastou a decepção por Marina não ter lhe enviado sequer uma mensagem no whatsapp dizendo para si mesma que ela ainda deveria estar dormindo. Começou a achar que não quando os minutos viraram horas. Ao anoitecer, a desconfiança se transformou em certeza. Marina a estava ignorado mesmo.


Na manhã seguinte, quando levantou se deparou com Michelle e Laura saindo. Tomou um café rápido, estava completamente sem fome. 
Chegou cedo na universidade, ficou alguns minutos sentada sozinha na sala antes de Bruno finalmente aparecer. A primeira coisa que ele fez foi perguntar, aproveitando que Débora não estava:
- E aí? Como é que foi?
Amanda não compreendeu de imediato:
- Como foi o quê?
Ele riu, como se não acreditasse:
- Com a Marina na sexta, sua louca!
Antes de responder, Amanda olhou para a porta, para se certificar de que nem Marina nem Débora estavam para entrar:
- Foi tudo de bom!
Só serviu para que Bruno ficasse ainda mais interessado:
- Jura? Quero detalhes!
Louca para contar, Amanda não se fez de rogada:
- Dormi na casa dela e no sábado ela me levou numa roda de samba. Almoçamos juntas e ela me deixou em casa.
O tom meloso foi um convite para Bruno debochar:
- Que romanticuzinho
Riu antes de completar:
- Mas o que eu queria mesmo era saber os detalhes sórdidos...
Da outra vez já tinha elogiado e deixado claro que Marina sabia muito bem o que fazia, óbvio que mais Amanda não ia contar. Além disso, a palavra “sórdidos” a fez pensar no que desde a véspera a incomodava: 
- Ontem ela não me ligou, não me mandou nem uma mensagem.
Bruno mudou completamente: 
- Ai, Amanda... Tá ligada que não é pra levar a Marina a sério, né? Tá na cara que ela tá em outra vibe.
Por mais que tivesse medo do que poderia ouvir, precisava descobrir:
- Tá sabendo de alguma coisa?
Demorou um tempo que pareceu infinito antes de Bruno dizer:
- Ontem encontrei ela na Joaquina com outra.
Não foi capaz de disfarçar, muito menos de nomear o que sentiu. Teria tentado arrancar mais informações, mas foi impossível, pois Débora chegou e os dois mudaram de assunto rápido.
Não conseguiu prestar atenção na aula, passou o tempo inteiro olhando para Marina, sem a menor reciprocidade. Durante o intervalo, a professora a manteve ocupada, tornando qualquer aproximação de Amanda inviável. 
Foi atrás dela quando terminou a aula, chamou-a no meio do corredor. Marina parou e se virou sorrindo:
- Oi?
Amanda se aproximou, parou na frente dela. Olhou-a bem nos olhos quando falou:
- Pensei que você fosse me ligar ontem.
O estranhamento de Marina soou leve e espontâneo:
- Ué, por quê? Não combinamos nada...
Mesmo assim, Amanda insistiu:
- Pensei que a gente fosse fazer algo juntas.
O fato de Marina continuar sorrindo:
- Ontem não deu.
Somado a ela não ter dito a verdade como supostamente deveria, fez Amanda sentir-se inteiramente descartável. Perdeu a cabeça e, no auge da raiva, usou um sarcasmo que lhe era desconhecido:
- Ah, claro... Você estava com outra!
O tom de Marina mudou completamente, tornou-se igualmente irônico, mas muito mais hostil:
- Peraí, garota! Não me lembro de ter colocado uma aliança no seu dedo. Não temos compromisso nenhum, quem é você pra você me cobrar qualquer coisa?
Absolutamente indignada, Amanda disse:
- Você é muito grossa mesmo!
O olhar que Marina lhe lançou foi sério e profundo, quase circunspecto:
- Só fui sincera.
Depois, deu as costas e deixou Amanda ali sozinha, transtornada e enfurecida.
Demorou menos de um segundo para tomar a direção contrária a que Marina havia seguido. Passou por Bruno, que se surpreendeu ao vê-la caminhando tão rápido em direção à saída:
- Amanda, você tá bem?
Acabou descarregando em Bruno todo o desespero e a frustração que estava sentindo:
- Tô ótima! Melhor impossível!
Ele se assustou:
- Nossa... Aconteceu alguma coisa? 
Nunca a tinha visto ser tão agressiva. A preocupação do amigo a fez se sentir pior ainda. Respondeu quase chorando, sem parar de andar:
- Vou pra casa!
No estado de descontrole em que se encontrava, jamais conseguiria se sentar como se nada tivesse acontecido e almoçar com os amigos, muito menos assistir à aula da tarde.  


Laura fez todo o percurso de Blumenau a Florianópolis numa tensão absoluta. Havia algo errado e não queria acreditar que era mesmo o que estava pensando. Michelle não sabia, não tinha como, não podia saber. A não ser que Amanda tivesse contado, o que não era de todo impossível.
O fato é que tinha ligado insistentemente na véspera antes de dormir, mas Michelle não havia atendido.
Retornara só pela manhã, com uma voz inegavelmente estranha:
- Laura, precisamos conversar.
A frase colocada de um jeito que fez com que todos os medos de Laura parecessem se materializar.
Entrou em casa chamando-a, preocupadíssima. Ao contrário do que sempre fazia, Michelle não foi encontrá-la na sala. Respondeu do quarto:
- Estou aqui.
Encontrou-a sentada na cama. Ao vê-la, Michelle se pôs de pé, mas não se aproximou. Manteve a distância entre as duas, fazendo com que o desespero de Laura se tornasse maior ainda:
- O que foi?
Tentou buscar a resposta no olhar dela, mas não a encontrou. Michelle demorou para começar e, quando o fez, foi devagar, num tom baixo e pausado, como se fosse muito difícil falar:
- Aconteceu uma coisa ontem. Eu não sei nem como te contar. Mas antes de tudo, eu quero que você saiba que isso não muda o que eu sinto por você em nada. Eu te amo.
Para Laura, foi o suficiente para que ficasse claro. Perguntou a única coisa que lhe faltava saber, ainda inteiramente zonza e perplexa, como se não estivesse realmente acreditando:
- Com quem?
Esperou que ela negasse, que dissesse que se tratava de uma brincadeira, uma piada de mal gosto ou, talvez, um pesadelo do qual acordaria gritando. Ao invés disso, Michelle confirmou:
- Com a Amanda.



CONTINUA AMANHÃ...


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MÚSICAS QUE INSPIRARAM O CAPÍTULO:

postado originalmente em 09 de Maio de 2017 às 18:00.








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10 comentários:

  1. Só podes estar de brincadeira, como me acabas o capītulo assim, eu ainda agora fui buscar a minha boca ao chāo kkkkk Eu bem digo que Amanda esta numa de experimentar, mas tb ciscar com tudo o que mexe jå ė demais... Jå tou em pulgas para ler o que se passou...Oh desassossego surpreendente no minimo... kkkk Amanda a terrīvel kkkkk
    Em perfeito alvoroço me deixas, a pensar no que terå acontecido... kkkkk
    Bjs, atė amanhã ;)

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    1. kkkkkkkkkkkkkk
      Sandra, mil desculpas, mas... Fazer o q?
      Ainda bem q amanhã tem capítulo, né? ;)
      bjo suuuuuuuuuper mega giga no coração, linda!
      Até amanhã!

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  2. K k k k
    Ela q ficou só no beijinho e único, mas escondeu de Michelle e isso é mto importante, pois ela mentiu.
    Agora Laura, q comia Amanda com o olhar SURTA.
    Mto bom...
    Sabia q perfeição como Michelle se mostrava tinha q ser irreal.

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    1. Causa e efeito...
      Laura fez por merecer, só acho...
      e que ponto esse não foi o gatilho pra Michelle fazer o q fez? Veremos!
      Ainda acho Michelle perfeita, mesmo no erro, ela foi magistral!
      bjo ultra mega giga no coração, linda!

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  3. Gente... Mas essa Amanda tbm, hein?!
    Não sabe o quer, nem quem quer.
    É tipo aquela musica "pega um, pega geral..."
    Achei a atitude da Michelle perfeita, mostra q é uma mulher de fibra, q erra, mas q sabe reconhecer e ser sincera, por mais que tenha a perder com isso.
    Ansiosa demais por amanha(hj). Quer presente de Níver melhor do q esperar pra ter mais um capitulo fodástico como esse?!
    Bjo, bjo!!

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    1. Amanda, sua xará não é mole não, viu? Acho que a Elaine passou açúcar nela ao invés de talco... kkk
      Michelle sendo Michelle, né? Diva!
      Parabéns! Feliz Aniversário, linda!
      Toda a felicidade do universo pra vc!
      Espero que goste do capítulo!
      bjo muito mais que suuuuuuuuuper especial no coração!

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  4. Quer matar as leitoras não ? Vou matar a Amamda, fato!
    Diedra, deverás, conseguiu me surpreender, só ainda não consegui assimilar para dizer se é bom ou ruim essa surpresa.
    Ansiosa pelos próximos. Beijos

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    1. Genteeeeee
      Greice, pq? O que a Amanda fez pra merecer isso? kkk
      Se é bom ou ruim? Ah, pois é... Como tudo na vida, é relativo, depende do ponto de vista...
      Veremos! Hj ainda!
      bjo hiper mega gigantesco no coração, linda!

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  5. Respostas
    1. Que maravilha! :)
      bjo no coração, linda!

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