terça-feira, 21 de março de 2017

CAPÍTULO 16


Depois que Laura e Michelle saíram de seu quarto, deixando-a sozinha, Amanda mal conseguia respirar, muito menos pensar. Voltou a sentar na cama com a sensação de estar caindo num abismo. Demorou algum tempo para desacelerar a respiração e, quando afinal conseguiu, estava fraca, enjoada e completamente zonza. Fechou os olhos e o choro que a acompanhara durante toda a noite voltou. Deixou que os soluços a sacudissem, teria continuado imersa no próprio sofrimento se não tivesse escutado os gritos. 
Foi absolutamente impensado, o ato de se precipitar até o corredor. Parou em frente à porta fechada do quarto delas, com a certeza de que já havia invadido e ultrapassado todos os limites. Não se atreveu a bater, não tinha como nem jamais poderia. A única ação que lhe cabia era recolher-se a própria culpa, arrependimento e insignificância. 
Voltou para o quarto com a intenção de retirar-se o mais rápido possível. Abriu a mala em cima da cama e começou a esvaziar as gavetas, foi jogando todas as roupas lá dentro de qualquer jeito, para fechar o zíper teve que subir em cima. O notebook e demais coisas que estavam em cima da mesa guardou dentro da mochila. Pegou a bolsa e, ao chegar na sala, deparou-se com a última coisa que queria: Laura na cozinha. 
Assim que percebeu sua presença, ela parou de beber água, colocou o copo em cima do balcão e a olhou de cima a baixo, como se nunca a tivesse visto.
Saberia lidar com desprezo, raiva, mas não com aquilo. Ficou completamente sem ação, acabou dizendo a coisa mais estúpida:
- Peguei o que eu pude, o resto das minhas coisas...
Soou estranhamente banal, como se nada tivesse acontecido. Exatamente o contrário do que estava sentindo. 
Laura riu, da mesma forma mordaz com que a cortou:
- Manda sua mãe vir buscar.
Amanda estremeceu só de pensar na possibilidade da ameaça nem um pouco velada ser cumprida. Arregalou os olhos, chegou a abrir a boca para implorar que ela não contasse nada, mas nem isso Laura permitiu:
- Deixa suas chaves em cima da mesa e sai daqui.


Sentada na cama com o rosto entre as mãos, Michelle chorou e chorou e chorou... 
Por Laura, por Amanda e por si mesma. 
Procurou, pensou e repensou sem encontrar a resposta que queria. Uma justificativa para o que tinha acontecido, o ponto em que poderia ter evitado ou retrocedido. 
Mas não havia.
Ou, se esse momento existia, seria anterior a tudo, ao aniversário de Elaine, talvez antes mesmo de Laura e ela terem se conhecido. 
Claro que nunca deveria ter concordado com a presença de Amanda, intuía isto desde o princípio. Mas era o tipo da certeza que temia e por isso mesmo, tinha preferido ignorar, escondê-la nos recantos mais inatingíveis, onde não pudesse feri-la. 
E agora estava ali, irreversível. Uma verdade que se mostrava, se esfregava nela por inteira.
Amanda era parecida demais com Elaine para que Laura não se sentisse atraída. O que a levava ao ponto de falência final, estabelecido desde sempre entre elas. A incondicionalidade do primeiro amor de Laura, o espectro que sempre havia assombrado sua vida. Algo que tinha aceitado única e exclusivamente por medo de perdê-la.
Um medo que já não fazia o menor sentido. Como não fazem as sombras e os ruídos que, ao serem iluminados desaparecem e silenciam.
Ela mesma, era o que agora não aceitava nem compreendia. Pois nunca, em toda a sua existência, havia agido de forma tão impensada, muito menos deixado que um mero impulso sexual a conduzisse. 
Tinha sido repentino? 
Nada acontecia tão do nada, como bem sabia. A verdade era que achava Amanda atraente e bonita. Desde o primeiro instante. Mas sentia-se confiante e protegida em seu papel de mulher casada e mais velha. A segurança de que não existia a possibilidade, a outra jamais a olharia e ela própria nada faria. 
Talvez, se tivesse prestado atenção, olhado para si mesma com sinceridade, pudesse antecipar o perigo. Controlar. Evitar. Afastar-se. Mas a negação a tinha cegado, a ponto de não ter sequer consciência de que se sentia atraída. E ao tesão reprimido, como uma panela de pressão esquecida em cima do fogo, havia restado apenas explodir. 
Não que quisesse se eximir. Possuía plena consciência da própria responsabilidade. E do egoísmo com que tinha agido. Não esperava que Laura a perdoasse, já que ela mesma não conseguia.


Depois que Amanda saiu, Laura ainda ficou algum tempo parada na cozinha. Engolida por um vazio inexorável, que a deixava incapaz de compreender o que estava sentindo. 
Olhou para o relógio e se deu conta de que teria que estar em sala de aula em menos de duas horas. O primeiro pensamento foi ligar e dizer que não iria, mas logo depois o mudou, seria insuportável ficar a tarde inteira naquele apartamento, remoendo o que tinha acontecido. 
Caminhou em direção ao quarto e então, no meio da sala, parou. Olhou para o sofá e não conseguiu fugir do pensamento cruel que a atingiu: “foi ali”. Acolheu aquilo de forma inteiramente masoquista. A mesma com que tentou imaginar as duas juntas.
Foi assim que Michelle a encontrou alguns minutos depois. Sentada no sofá, com o olhar parado e embaçado pelas lágrimas que escorriam.
Chamou-a com suavidade:
- Laura... Meu amor...
Como se saísse de um transe, Laura olhou para Michelle como há muito tempo não fazia. Na verdade, não se lembrava de algum dia ela ter lhe parecido tão desconhecida. Pôs-se de pé antes de perguntar:
- Ainda tem coragem de me chamar assim?
Não havia agressividade alguma na voz dela. Mas para Michelle foi muito pior, aquele tom repleto de mágoa e dor. Aproximou-se de Laura, mas não ousou tocá-la:
- O que eu sinto por você não mudou.
A verdade de Laura era outra:
- Não tem mais como ser o mesmo.
Apesar de ter total consciência, de saber perfeitamente o quanto Laura estava certa, Michelle não podia, não tinha como concordar. Acima de qualquer lógica ou razão existia a única coisa que realmente importava para ela:
- Eu te amo.
Segurou o rosto de Laura entre as mãos e a beijou. Laura se deixou beijar, numa passividade extrema. Sem oferecer resistência alguma, tampouco reciprocidade. Pela primeira vez em tantos anos, não correspondeu à Michelle. Apenas esperou, imóvel, que ela parasse e a soltasse. E confirmou com palavras o que sua reação já havia dito:
- Eu não consigo. Não posso mais.
Quando a compreensão de Michelle veio, enfim, a aceitação não a acompanhava. Precisou forçá-la para que existisse e, mesmo depois que surgiu, parecia frágil e temporária. No entanto, duradoura o suficiente para que fizesse as malas e saísse de casa. 
Sem que Laura a questionasse nem dissesse nada.


A intenção de Amanda ao se sentar com Bruno e Débora no restaurante universitário era mentir, disfarçar, fingir que nada tinha acontecido. Seria fácil.
Os óculos escuros escondiam perfeitamente os olhos inchados de tanto chorar, a mala e a mochila poderiam ser facilmente explicados, era só inventar qualquer coisa, nem precisaria ser algo palpável. 
A realidade era que eles jamais imaginariam a verdade, pois até para ela parecia inacreditável.
- Preciso de um lugar para ficar hoje.
Foi só o que disse e eles também não perguntaram nada. Bruno ofereceu:
- Pode ficar lá em casa.
Débora olhou para ela preocupada:
- Você está bem?
A pergunta serviu para que as lágrimas voltassem. Amanda as limpou como pôde, levantando os óculos apenas o suficiente para enxugá-las. Não teve coragem de contar com Débora presente:
- Não quero falar sobre isso.
Só o fez mais tarde, sozinha com Bruno no quarto dele, que a ouviu quase calado. Apenas alguns sons de espanto e perplexidade escaparam durante a narrativa bastante minuciosa em detalhes.
Quando Amanda terminou de falar, Bruno soltou:
- Nossa! Como você conseguiu? Ela é mais velha que a minha mãe!
As lembranças a tomaram, sensações que jamais esqueceria. O olhar que Michelle lhe lançara na cozinha, e depois... A boca, o corpo, a pele, o toque dela... O prazer intensamente compartilhado... Fizeram a resposta ser muito simples: 
- Você não conhece a Michelle. 
Suspirou antes de completar:
- Se a Marina sabe o que faz, a Michelle sabe o que deve fazer.
Os olhos de Bruno se arregalaram ainda mais:
- Ui! 
Primeiro, ele riu. Depois, parou para refletir:
- Profundo, hein? Isso vai me fazer pensar uma semana!
Começou a interpretar a frase, mas Amanda já não estava ouvindo. Com o olhar perdido dentro de si mesma, plenamente consciente de que pensaria naquilo não uma semana, mas durante sua vida inteira...


Depois que terminou, Amanda se deitou por cima de Michelle e a beijou. Foi deliciosamente correspondida. Relaxou o corpo e se deixou ficar nos braços dela, desejando fazer de novo, repetir e repetir e repetir...
Soube que não aconteceria quando Michelle afrouxou o abraço e começou a se mover para fora do sofá:
- Preciso ir ao banheiro.
A frase não soou banal, muito pelo contrário. A tensão que ela continha era perceptível. Na voz e nos gestos de Michelle, na maneira que juntou as roupas que estavam no chão, entregou as de Amanda e levou as dela:
- Eu já volto.
Enquanto esperava, Amanda vestiu a camiseta e a calcinha, foi até a cozinha, pegou um copo de água, voltou para a sala e se sentou em um dos bancos altos em frente ao balcão. 
Quando Michelle retornou, parecia bem mais confortável do que quando tinha saído da sala, usando um vestidinho leve, que deixava as coxas e o colo à mostra – Amanda não teve como deixar de reparar, na verdade, desejou-a e novo, foi impossível evitar. 
Serviu-se de uísque no bar, tomou a primeira dose de uma só vez. Então, caminhou até Amanda bem devagar, com a mesma lentidão com que se encaixou entre as pernas dela e pegou seu rosto entre as mãos: 
- Você é linda, muito linda. 
Beijou-a nos lábios, um leve toque apenas, repleto de carinho, ternura e suavidade. Depois a olhou nos olhos e perguntou:
- Como você está? O que está pensando? O que está sentindo?
A preocupação e a ternura de Michelle deixaram Amanda se sentir mais confusa e perdida do que já estava. Esperava tudo, menos aquilo. Para ela, totalmente inédito, não era absolutamente parecido com o pós sexo a que estava acostumada. Sem nenhum referencial que a ajudasse, tentou responder: 
- Eu não sei, eu... Não sei. Foi maravilhoso, você é... Mais que maravilhosa... Acho que posso dividir a minha vida em antes e depois disso...
Passou a mão pelos cabelos e riu, envergonhada por ter falado demais. Abaixou a cabeça, desviou o olhar do de Michelle por um segundo. Logo depois, tomou coragem para retomar o contato visual:
- Eu também quero saber o que você está pensando. Afinal...
Michelle sustentou o olhar de Amanda. O sorriso de antes havia desaparecido de seus lábios. Estava seriíssima, mas nem por isso menos doce e afetuosa:
- Se eu disser que foi um erro, além de ser clichê, eu estaria sendo cruel. Comigo e com você. Foi muito bom.
Beijou Amanda novamente. Desta vez, havia uma diferença no toque, mas Amanda não conseguiu nomear qual. Algo que também estava no olhar dela quando Michelle disse:
- Mas eu preciso contar pra Laura.
O desespero de Amanda foi completo, nada seria capaz de amenizá-lo:
- Não! Ela não pode saber! Ela vai me culpar! Eu não vou contar, por mim ela nunca vai ficar sabendo! Ela não precisa saber!
A serenidade de Michelle parecia inabalável:
- Amanda, calma. Olha pra mim. 
Esperou Amanda atendê-la para completar:
- Eu não posso fazer isso com ela.
Impossível para Amanda deixar de pensar que Laura faria. Aliás, já tinha feito, pois não tinha contado a Michelle sobre o beijo. Mas não lhe cabia dizer, não seria por ela que Michelle ficaria sabendo. Não havia nada de altruísta na omissão, muito pelo contrário, era puro egoísmo o que a movia. Não queria ser a portadora de más notícias, só serviria para que Michelle se voltasse contra ela. Naquele momento, estava pensando em si mesma:
- E eu? Como eu fico?
O fato de Michelle ignorar o que realmente acontecera entre Laura e Amanda fazia com que não pudesse captar a verdadeira essência do questionamento. Muito menos antecipar, como Amanda estava fazendo, o quanto a reação de Laura seria violenta, por haver muito mais envolvido:
- Não tem nada a ver com você. Tem a ver com a minha relação com ela.
A única coisa que restou à Amanda foi permanecer calada. 
Michelle voltou a se afastar. Foi até o bar, se serviu novo e bebeu mais uma dose de uísque enquanto dizia:
- Eu nunca fiz isso. Nunca traí a Laura. Em vinte anos, essa foi a primeira vez. 
Em qualquer outra situação, Amanda tomaria aquilo como um elogio, se sentiria lisonjeada. Naquele instante, só a fez se sentir ainda mais culpada.
O suspiro de Michelle antecedeu o momento em que ela se virou de novo para Amanda:
- Sei o risco que estou correndo. Sei que vai mudar nossas vidas porque conheço a minha mulher.  Mas preciso ser honesta com ela.
A mistura de fragilidade, medo, culpa e sofrimento que viu em Michelle comoveu Amanda profundamente. Num impulso, caminhou até ela e a abraçou, desejando ampará-la e confortá-la. 
De início, Michelle aceitou. Deixou-se enlaçar e embalar, com o rosto e o corpo colados aos de Amanda. Não demorou muito, em alguns minutos pareceu cair em si e se recompôs. Soltou-se de Amanda e se afastou:
- Acho que você deveria procurar outro lugar pra morar. Se você quiser posso te ajudar. 
Nenhuma das duas disse nada, estabeleceu-se um silêncio tácito, pontuado pela consciência do que se estabelecia, o lugar que cada uma passaria a ocupar. Ficou mais claro ainda quando Michelle colocou:
- Vou entender se você não quiser estar aqui quando ela voltar.
Seria aparentemente mais fácil. Se Laura fosse apenas amiga da mãe dela e não alguém por quem Amanda sentira algo que tinha sido correspondido a ponto de se beijarem. E se Michelle não tivesse se tornado alguém com quem Amanda realmente se importava. Fugir era uma impossibilidade. Precisava arcar com as consequências do que tinha feito e provocado, assumir a parte que lhe cabia da responsabilidade:
- Não. Eu vou ficar.


A voz de Bruno a trouxe de volta à realidade:
- Amanda? Tudo bem, você pode ficar aqui em casa, mas...
Ele não completou, deixou no ar. Obrigando Amanda a perguntar:
- Mas?
 A resposta foi séria, quase em tom de ameaça:
- Fique longe da minha mãe!
Era a última coisa que Amanda esperava. Que, depois de tudo, ainda fosse capaz de rir às gargalhadas.



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postado originalmente em 12 de Maio de 2017 às 18:00.





postado originalmente em 12 de Maio de 2017 às 18:00.

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3 comentários:

  1. Cap. de matar. A dor de saber q o casamento acabou e q nesta hr nada pode ser feito é doido D+++
    Eu não consigo discordar de Laura, ela errou, certamente, mas ela ama Michelle e a reciproca é verdadeira, mas como ultrapassar uma coisa assim? Foi na casa delas. Um impulso?? Eu não consigo aceitar isso de impulso, aconteceu, foi mais forte do q eu, imagino a Laura.
    Michelle q sempre foi a Miss certinha e Laura a malvada/tarada da relação, aprontar isso na casa delas?
    Amanda, e seu choro de crocodilo k k k, amei a ameaça nada velada de Laura k k k -Manda a sua mãe vir buscar... AMEI k k k Além disso ela falando apenas para Bruno o q aconteceu, não quer ficar mais suja ainda com Débora?? Além de dispensar a guria e ficar com Marina q fica com fama de comedora, pensem se Débora fica sabendo por Amanda o q aconteceu na realidade
    vê na hr q ela presta menos ainda.
    Aff... já q as cotas não chegaram ao numero desejado eu só quero um fim de semana tranquilo pra desanuviar de tudo isso pq to CHOCADA com Michelle e desejo a ela um estagio na creche para aprender como lidar com criança.
    Mandou mto bem Di.
    Bjs...

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  2. Para Michelle e Laura também hå um antes e um depois Amanda... Michelle continua a surprender-me pela positiva, foi sincera com ela propria e com os outros. Não tratou Amanda como um mero objecto de satisfação sexual, quando a cabeça voltou a funcionar, voltou tb o seu lado cuidadoso e responsável...Michelle não fugiu da situação assumiu a sua culpa e as consequências do ocorrido. Tentou encontrar as brechas no seu relacionamento com Laura
    que deixaram q Amanda entrasse. Racionalizaçāo perfeita mesmo com tantas emoçőes envolvidas...Vamos ver o que Laura vai conseguir fazer desta situação...Eu nesta histöria consigo criar uma empatia com Michelle e com Laura que não me posiciono a favor ou contra nenhuma. Ė tal o imbröglio de emoçőes que a mim sö me resta sossegar o espirito e ver para onde nos vais levar aseguir... Este final hj foi desanuviador, cuidado a Amanda anda à solta kkkkk

    Muito bom , uma até fica aparvalhada como a mestria com que nos levas aos recantos das personagens...
    Bjs

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  3. Não sinto um pingo de pena da Amanda, espero q ela sofra mais pra crescer e medir as consequências dos seus atos. A Laura é bem hipócrita, ela traiu primeiro, escondeu, não foi sincera e fica se sentindo a ofendida. A Michelle... Ah, Michelle!!! Eu sei q o q ela fez foi errado, mas o fato de assumir o erro, a maneira sensível e doce q tratou a Amanda, a forma como ela lidou com a situação, tá me ganhando fácil...
    Tu sabe bem como nos prender.
    Bom FDS pra ti, linda!
    Beijos :*

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