terça-feira, 21 de março de 2017

CAPÍTULO 28


Para Amanda, os dias se arrastaram. Não contou sobre ela e Michelle para ninguém, nem mesmo para Juliana. Queria guardar para si, pois palavras jamais descreveriam, só serviriam para minimizar o que havia acontecido, como realmente tinha sido e o que estava sentindo. 
Além da saudade devastadora, debateu-se entre a vontade de se assumir para a mãe e o medo de como ela reagiria. 
A saudade combateu enviando mensagens, indo ao céu e voltando cada vez que Michelle respondia. Ligou duas vezes, as únicas que conseguiu ficar sozinha. E ela foi perfeita, maravilhosa em todos os sentidos. Ser atendida, ouvir o carinho e o ardor na voz de Michelle, lhe deu a certeza que queria com relação a segunda questão.
Aproveitou um instante em que a mãe estava no quarto dela sozinha, na véspera de voltar para Florianópolis:
- Posso conversar com você?
Podia ver nos olhos e na expressão do rosto dela, que Elaine se assustou. Disfarçou sorrindo e batendo com a mão na cama, de uma forma carinhosa, receptiva e incentivadora:
- Claro, meu amor. Vem cá. Senta aqui.
Depois que Amanda se acomodou, ainda completou:
- O que foi? Aconteceu alguma coisa?
Por mais que Amanda tivesse pensado, imaginado e planejado mil vezes aquele momento, não estava preparada. 
Chegou a pensar: “Talvez não seja a hora”. 
Ironicamente, foram as palavras que Laura havia lhe dito - na cozinha delas, num dia que parecia tão distante quanto outra vida - que lhe serviram de incentivo: “Nunca é”.
Ela estava certa, nunca seria. Mas naquele momento, se quisesse ficar com Michelle, a verdade era imperativa:
- Mãe, eu sou lésbica.
O choque foi visível. Elaine ficou paralisada, boquiaberta e muda. À princípio. Logo depois, a questionou:
- E isso é recente? Como foi isso? Desde quando?
Apesar da delicadeza com que falou e da serenidade aparente, sabia o que a mãe estava pensando e querendo confirmar: se Laura e Michelle tinham algo a ver com aquilo. Negou:
- Desde sempre.
As duas palavras serviram de introdução para uma confissão integral. Contou tudo sobre as duas namoradas que tivera em Rio do Sul e um pouco - apenas a parte dizível - sobre Débora e Marina. Michelle foi sua única omissão.
Elaine estava mais magoada do que perplexa:
- Por que não me contou antes? Você não confia em mim? 
Tentou explicar, sem feri-la mais ainda:
- Mãe, não é isso. É que não é fácil. Eu tive medo, não sabia como você ia reagir.
Óbvio que a mãe não compreendia:
- Amanda, quando foi que eu te dei motivo pra ter medo de mim? 
Ao ver as lágrimas escorrerem dos olhos da filha, avançou, a tomou nos braços e a embalou:
- Ah, meu amor... Não fica assim... Está tudo bem, eu não estou te recriminando. 
Segurou o rosto de Amanda entre as mãos, beijou-a nas duas faces, depois a abraçou de novo:
- Imagino o quanto você deve ter sofrido...
Retomou rapidamente o papel de sempre, de mãe amorosa e superprotetora:
- Eu sou sua mãe, te amo de forma incondicional, acima de tudo. Vou te apoiar, estou e estarei do seu lado sempre.
Foi isso que finalmente deu coragem à Amanda:
- Tem mais uma coisa.
Elaine se afastou, apenas o suficiente para olhar nos olhos dela:
- Sabe que pode me dizer o que quer que seja.
Amanda respirou fundo, antes de revelar, de uma só vez:
- Estou apaixonada pela Michelle.
A primeira reação de Elaine foi um misto de incredulidade e indignação:
- Michelle? Que Michelle? A Michelle da Laura?
A maneira que a mãe colocou a incomodou profundamente. Fez questão de frisar:
- Elas estão separadas. Há mais de um mês.
Para Elaine, não fazia diferença:
- Uma relação de vinte anos não se desfaz em um mês. 
Ficou em silêncio, pensando. Ou melhor, ligando os pontos e as informações que tinha. A conclusão era evidente:
- Você tem alguma coisa a ver com a separação delas?
Soou muito mais como afirmação do que como questionamento. Elaine já não tinha dúvidas. Mesmo assim, Amanda aquiesceu com um gesto de cabeça.
Vendo a última desconfiança que tinha transformada em fato consumado, só havia uma coisa que Elaine poderia fazer:
- Eu vou ligar pra Laura agora!
O desespero de Amanda foi tão grande que a fez segurar Elaine pelos braços:
- Mãe, por favor... A Laura não tem nada a ver com isso.
Conseguiu impedi-la, mas teve que lidar com as indagações da mãe:
- Essa sua paixão pela Michelle é platônica?
Não tinha razão para mentir:
- Não.
Era exatamente o contrário do que Elaine esperava ouvir. Não queria, mas se tratava da filha, precisava saber tudo, até o fim:
- Até onde vocês foram?
Com um misto de surpresa e constrangimento, Amanda tentou protestar: 
- Mãe!
Inutilmente. De um jeito imperativo, quase ríspido, a mãe exigiu:
- Me diz a verdade, Amanda! Ela fez sexo com você?
Desobedecê-la estava fora de questão:
- Sim.
À beira de um ataque de nervos depois de tomar ciência daquilo que considerou o pior dos horrores e o maior dos desatinos, Elaine não mediu as palavras, apenas explodiu:
- Amanda, a Michelle tem a minha idade! Já era adulta e mulher da Laura quando você e a sua irmã nasceram! As duas foram nos visitar no hospital, ela segurou você no colo, ela é... Ela é vinte e oito anos mais velha que você! Poderia ser sua mãe!
Diferença que só mostrava o quanto tudo era relativo, até mesmo a idade. A performance de Michelle na cama era a prova mais palpável que tinha. Claro que não era só isso. A despeito de qualquer coisa que os outros pudessem dizer, a única coisa que importava era o que sentia. E nada, nem mesmo o preconceito e a não aceitação da própria mãe seria capaz de mudar isso.  Nunca, em toda a sua vida, Amanda tivera tanta certeza:
- Mas não é.
Rematou sorrindo e citando Lulu Santos, muito mais para si mesma, completamente ciente de que, no estado em que se encontrava, a mãe não iria concordar nem entender:
- Consideramos justa toda forma de amor.
Nenhuma das duas saberia dizer o que impediu Elaine de surtar de vez. Provavelmente o fato de seu foco ter mudado:
- Já pensou no que vai acontecer se o seu pai ficar sabendo? Ele vai tirar você de Florianópolis, vai te trazer de volta, vai querer matar a Michelle!
Amanda conseguia imaginar perfeitamente:
- Mãe, pelo amor de Deus! Eu sou maior de idade, não tem nada que vocês possam fazer.
Tanto que já tinha pensado em tudo:
- Eu não vou voltar. Se precisar largo a faculdade, arrumo um emprego, divido um apartamento ou alugo um quarto, uma vaga, qualquer coisa. 
Elaine tranquilizou Amanda e a si mesma:
- De jeito nenhum! Não vai largar nada! Você vai continuar estudando, vai se formar em engenharia, vai construir uma carreira. Isso não se discute. 
Apertou as mãos de Amanda entre as dela antes de selar um pacto de proteção que não era novidade:
- Eu não vou contar nada pro seu pai... Por enquanto! Um dia contaremos juntas. Quando isso passar.
A última frase deixou Amanda muda. Elaine fez questão de repetir, para reforçar:
- Por que vai passar.
Ainda sem acreditar no que a mãe tinha dito, respirou fundo, contou até dez e se acalmou, o suficiente para conseguir perguntar:
- O que vai passar? A minha homossexualidade?
A mãe sorriu. O questionamento deixava claro o que Amanda pensava dela. Mas estava emocionalmente exausta, sem forças para justificar, contestar ou discutir depois da revelação inacreditável feita pela filha. A única coisa que a tranquilizava era a certeza de que aquilo não iria durar. Esclareceu da maneira mais clara e simples que conseguiu:
- A Michele.
Mesmo sabendo que Amanda não aceitaria:
- Você acabou de dizer que me apoiaria em tudo.
Claro que Elaine se sentiu culpada. Fazia o possível e o impossível para ser uma mãe moderna, tolerante, capaz de proteger e não castrar, não atrapalhar nem impedir a felicidade das filhas. Mesmo quando isso acarretava em coisas que eram contrárias ao que pensava e desejava para elas. Mas a filha, uma criança ainda, se relacionando com Michelle - só de imaginar sentia arrepios - ultrapassava todos os limites do que para ela poderia ser admissível.
- Disse e vou. Você ser lésbica não é um problema. Não é o que eu queria pra você, claro. Mas o que importa é você se realizar, eu quero que você seja feliz. Só que essa sua suposta relação com a Michelle eu não engulo, Amanda. Isso não está certo. É um absurdo! Não aceito, não vou aceitar nunca. 
A conversa se encerrou ali. Pois as duas sabiam que para Elaine aquele era o ponto final, de onde nada nem ninguém a demoveria.


Laura tinha acabado entrar no estacionamento da academia quando seu celular tocou. Estranhou ao ver que era Elaine, pois fazia dias, duas semanas no mínimo, que não se falavam.
Só teve tempo de dizer “alô” antes que ela disparasse:
- Laura, você sabia que a Michelle está de caso com a minha filha? A Amanda é só uma criança, ela estava sob os seus cuidados, na sua casa! Por que você não me falou nada? Que ela era lésbica, pelo menos?
Isso foi só o início de um monólogo que durou minutos apenas, mas pareceu interminável. Laura ouviu, calada. Deixou que ela falasse todos os absurdos que quis. Esperou até que Elaine se calasse para responder, por fim:
- Terminou de desfiar o seu egoísmo e a sua homofobia? Então agora resolva seus problemas com a sua filha e não me ligue mais. Você e a sua família já me causaram muitas decepções.
Desligou, colocou o celular no silencioso, guardou dentro da bolsa e foi malhar.
“Elas estão juntas”.
Colocou a velocidade da esteira muito acima do que estava acostumada, precisava expurgar, numa tentativa inútil de ultrapassar fisicamente o ritmo da fúria que aquela ligação tinha desencadeado. 
 “Elaine, sua filha da puta” “Aquela cadela da Amanda deu em cima de mim e depois roubou a minha mulher”. “Você é uma vadia, Michelle”. 
Destilou o ódio irracional que estava sentindo durante cada um dos exercícios, executou sua série inteira sem prestar atenção no que estava fazendo. Sua mente não estava lá. 
“Elas estão juntas”.  “Elas estão juntas”.  “Elas estão juntas”.  
Não conseguia parar de pensar.
Estava a caminho do vestiário quando uma das instrutoras a chamou:
- Laura, você poderia vir aqui um instante, por favor?
Atendeu-a um pouco reticente e bastante irritada, não estava com espírito para conversa. Muito menos para aquela:
- Percebi que hoje você se excedeu, sugiro que não saia do seu programa, desse jeito pode acabar se machucando. É natural querer ultrapassar os limites, mas tem que ser aos poucos.
Se Laura estivesse em seu estado normal, jamais teria respondido:
- Tarde demais. Eu já ultrapassei todos os meus.
O olhar da outra mudou, se tornou pessoal:
- Tem alguma coisa que eu possa fazer pra te ajudar?
Nem isso fez Laura ser mais civilizada, estava sem nenhuma paciência:
- Tem sim. Me deixe em paz.
Sem esperar pela resposta, virou-se e foi para o chuveiro.
Somente horas depois, já em casa e um pouco mais calma, pegou o celular de novo. Como já esperava, encontrou milhares de ligações de Elaine e uma mensagem no whatsapp: “Laura, por favor, me desculpa! Acabei descontando em vc, sei que deve estar sofrendo, eu perdi a cabeça, por favor, me perdoa!”
Mas também a ignorou completamente.
Pela primeira vez desde que conhecia Elaine, percebia o quanto a relação que mantinham era unilateral, mórbida, quase doentia. Ilusão pensar que a outra a tinha como amiga, Elaine só a procurava quando precisava ou para lamentar e reclamar da vida, do marido e das filhas. Sempre tinha sido assim.
Sequer tinha se preocupado em saber como Laura estava se sentindo, se havia se recuperado da separação e da traição que havia sofrido. Como sempre, a preocupação dela era inteiramente egoísta, girava em torno do próprio umbigo. 
Foi essa consciência que a levou a atingir algo que sempre lhe parecera impossível: não se importar com o que Elaine estava pensando, querendo ou precisando. Tanto fazia. 
Depois de tantos anos, estava livre, enfim.


Depois de conferir as horas no celular pela milionésima vez, Michelle falou:
- Preciso ir, não quero me atrasar.
A risada de Val foi tão implicante quanto a sua resposta:
- Tudo isso é saudade?
Em parte, Val estava certíssima. Uma ansiedade fora do normal a tinha acompanhado durante todo o dia. Não via a hora de ter Amanda nos braços, satisfazer a vontade dela que carregava desde a sua partida. Havia também uma grande parcela de preocupação:
- Não quero que ela fique me esperando na rodoviária sozinha. 
Val debochou:
- Sei.
Michelle tentou se justificar:
- É perigoso.
Só serviu para Val implicar mais ainda:
- Aham.
Levou Michelle até a porta, tentando se mostrar compreensiva:
- Tudo bem, eu entendo. Também correria se fosse você. 
Enquanto se abraçavam, em despedida, não aguentou:
- Vai pegar a sua girina.
Sem ter o que dizer, Michelle se calou. Não estava em posição, nem tinha disposição ou tempo para discutir. Enquanto a porta do elevador se fechava, Val ainda desejou:
- Tenha uma noite ótima e tórrida, minha amiga!
Michelle deixou escapar um longo suspiro. Afastou todo e qualquer sentimento ou pensamento negativo. Não queria pensar, nem se culpar, queria apenas aproveitar, se permitir, deixar que fluísse. 
Precisava viver aquilo.


Amanda jamais conseguiria descrever com palavras o que sentiu quando a viu parada em frente ao desembarque, esperando-a com um sorriso que a ofuscou completamente. 
 Foi até Michelle o mais rápido possível, largou a mochila e a mala e se atirou nos braços dela:
- Morri de saudade!
Michelle recebeu Amanda com um abraço igualmente apertado, mas não disse nada. Logo depois a soltou e ameaçou ajudar com a bagagem, mas Amanda não permitiu:
- Eu levo. Não precisa.
Olhou em volta, um pouco perdida, sem saber que direção tomar. Michelle a guiou, indicando com a mão:
- Por aqui.
Antes de começar a caminhar. Amanda apressou o passo e a alcançou, para andarem lado a lado. Foi de forma inteiramente espontânea que segurou a mão dela. Se tivesse pensado, talvez não fizesse. Michelle não esperava, se surpreendeu a princípio. Seu primeiro impulso foi se soltar, motivada muito mais pelo que os outros iriam pensar do que por ser contrário ao que desejava. 
“Ninguém tem nada com isso.”
Conclusão que a fez encaixar os dedos nos de Amanda e lhe devolver o sorriso.
Dentro do carro, virou-se para ela assim que colocou o cinto:
- O que acha de ir pra minha casa?
Possuía vários argumentos prontos para convencê-la, mas não foi preciso. A aceitação foi imediata. Para Amanda, o convite tinha um valor imensurável. A felicidade em que se encontrava ficou ainda mais completa logo depois. Antes de sair com o carro, Michelle pegou a mão de Amanda e a levou aos lábios:
- Também senti sua falta.
Amanda não soube dizer qual foi a causa do arrepio que subiu por sua espinha e deixou sua pele toda arrepiada: o ardor do beijo em sua mão, o tom delicioso que Michelle usou, ou o significado da frase. O conjunto das três coisas, era o mais provável.
Ainda estava tentando fazer com que a própria pulsação voltasse ao normal quando Michelle perguntou:
- Como foram as férias?
Amanda até queria responder. Gostaria de dividir com ela, contar como havia se sentido uma estranha no meio de coisas e pessoas que conhecia tão bem. Era uma espécie de perda, do passado e de si mesma. A percepção da mudança dentro dela, de ter deixado de ser quem era e se tornado uma pessoa diferente. Algo sem volta, inexoravelmente irreversível. Tinha sofrido com isso. Mas parecia algo superficial e sem importância, uma besteira sem sentido perto das perdas que Michelle havia acabado de ter, de tudo que tinha atravessado. Então se calou. Apenas meneou a cabeça:
- Tudo bem.
Não havia segunda intenção alguma, Michelle queria apenas puxar assunto:
- Alguma novidade?
Desejando que a conversa se mantivesse descontraída, Amanda disse:
- Minha ex foi morar com a namorada em Joinville.
Mas era impossível evitar. E o melhor era falar logo, de uma vez. Antes que Michelle pudesse indagar como ela estava se sentindo com relação ao casamento de Rafaela, ou qualquer outra coisa amena, enfrentou o tema do qual estava fugindo:
- Contei pra minha mãe.
Exatamente como já previa, o clima mudou. A apreensão de Michelle era palpável e visível:
- Como foi?
Deixou escapar num suspiro:
- Melhor do que eu esperava.
Sorriu para Michelle, que tentou inutilmente disfarçar a tensão:
- Conhecendo a Elaine, imagino que ela tenha reagido bem.
Amanda se virou para Michelle:
- Ela só fez uma única ressalva.
Segurou a mão que ela mantinha em cima da marcha antes de dizer:
- Foi com relação a você.
Para Michelle, não era nenhuma surpresa. Conseguia imaginar, na verdade compreendia o motivo muito bem. Antes de estar na situação em que se encontrava, pensaria o mesmo, acharia absurdo também. Julgaria e condenaria, sem pensar duas vezes. Agora sentia na pele o real significado da frase: “Nunca diga desta água não beberei”.
Não se deixou abalar por tais pensamentos. Havia algo mais importante, que a preocupava de verdade. Questionou Amanda de uma maneira absolutamente serena:
- O que você falou pra ela exatamente?
A resposta foi dada do jeito passional de sempre:
- Que eu sou lésbica. E que estou apaixonada por você.
Ao contrário do que Amanda esperava, Michelle não surtou, nem brigou, sequer se alterou. Tampouco elevou a voz:
- Não acha que deveria ter me consultado antes?
Naquele instante, Amanda hesitou. Não queria aborrecê-la, mas ao mesmo tempo, não podia engolir aquilo, estava entalado em sua garganta fazia tempo:
- Você não me consultou antes de contar pra Laura.
O tom de Michelle permaneceu o mesmo:
- É totalmente diferente. A Laura é... 
Percebeu o lapso e parou, levou alguns segundos para recompor-se e ser capaz de corrigir:
- A Laura era minha mulher.
Frisou o verbo no passado, o que só serviu para irritar Amanda mais ainda:
- E a minha mãe é minha mãe. E vai ser sempre.
A paciência de Michelle não se esgotou, nem naquele momento:
- Não vamos discutir por causa disso. Não vale a pena.
Pegou a mão de Amanda, colocou sobre a própria coxa e sorriu para ela:
- Está bem?
O bastante para Amanda sorrir de volta e esquecer todo o resto. Enquanto Michelle tentava inutilmente afastar o incômodo que estava sentindo. Pois uma coisa era certa: se Elaine sabia, Laura também já estava sabendo.

CONTINUA AMANHÃ...

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MÚSICAS QUE INSPIRARAM O CAPÍTULO:


postado originalmente em 06 de Junho de 2017 às 18:00.






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4 comentários:

  1. As mascaras cairam... Ficou tudo transparente, o que assustava assumir para os outros e para elas mesmas acabou por ser libertador...
    Agora o que as 3 vāo fazer com esta liberdade recém conquistada??? Esta tudo em aberto, e passivel de acontecer...Hoje o capītulo passou uma onda libertadora, uma lufada de ar fresco, vamos ver o que nos aguarda o dia de amanhã...
    Bjs ;)

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    1. Ah, gostei de ver o ciúme de Laura e a inquietação de Michelle por Laura...Estes pequenos pormenores que fazem toda a diferença kkkk ;)

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  2. Já estava mais que na hora da Laura da um pé na bunda de Eliene.
    Michele e Amanda que se explodam, quero ver a Laura feliz, sem Michele é claro.

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  3. Também fico feliz pela Laura ter se libertado da Elaine.
    Eu ainda acho que esse relacionamento entre a Michele e a Amanda não vai pra frente.
    Não vejo a Laura e a Michele juntas novamente, tampouco a Michele com a Amanda muito mais tempo, mas no fim fico feliz quer as falsas verdades estejam se revelando.

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