terça-feira, 21 de março de 2017

CAPÍTULO 34


Amanda acordou cedo. Virou de lado e ficou admirando Michelle, belíssima deitada de bruços, com um dos braços debaixo do travesseiro, em total repouso enquanto dormia, deliciosa inteiramente nua embaixo do lençol.
A despeito de já estarem juntas há quase dois meses, olhar para ela ainda causava o efeito de sempre. O coração acelerou, um sorriso incontrolável brotou em seus lábios, bem como a vontade de tocá-la, que seria irreprimível se Amanda não quisesse preparar tudo antes de despertá-la com beijos.
Era aniversário de Michelle e, apesar de ela ter afirmado categoricamente que não costumava nem gostava de comemorar, pretendia surpreendê-la com um café caprichado na cama. Óbvio que era apenas o começo de um planejamento para o decorrer do dia inteiro. Mas o passo inicial era aquele:
- Parabéns! 
Sentada no colchão ao lado de Michelle, inclinou-se sobre ela e a beijou nos lábios antes de acrescentar:
- Feliz aniversário, minha namorada linda, gostosa e incrivelmente maravilhosa! 
Michelle riu com um prazer divertido:
- Eu sou tudo isso?
Amanda foi obrigada a discordar:
- Não, você é muito mais... 
Olhou Michelle nos olhos, sorriu para ela de um jeito que a deixou inebriada:
- Simples palavras não descreveriam.
Com o mesmo tom arrebatado com que falou, beijou-a novamente. Quando as bocas se separaram, a frase se formou, veio completa em sua mente, mas não falou, apenas pensou aquele “eu te amo”. Não era a primeira nem seria a última vez que acontecia. Ainda era cedo demais para verbalizar o sentimento, Michelle não levaria à sério e, se levasse, provavelmente teria uma reação de fuga, o que seria pior ainda.
Fingiu que nada havia acontecido, levantou e pegou a bandeja que tinha deixado em cima da escrivaninha. Michelle se sentou na cama e passou a mãos nos cabelos, lançando para ela um sorriso magnífico:
- Café na cama... Coisa boa...
Trocaram beijos e carícias enquanto comiam, depois Michelle foi para o chuveiro e Amanda levou a bandeja com o que tinha sobrado do desjejum para a cozinha. Estava terminando de lavar a louça quando Michelle apareceu, já totalmente vestida e, ao contrário dela, pronta para sair:
- Deixa isso aí, eu lavo depois.
Ver Amanda em frente a pia, usando apenas uma camiseta e calcinha despertou em Michelle uma vontade irreprimível. Abraçou-a por trás e a beijou no pescoço. Amanda se arrepiou inteira, teve que fazer um esforço gigantesco para não deixar a xícara que tinha nas mãos cair. A voz de Michelle soou deliciosamente rouca quando perguntou baixinho, quase em seu ouvido:
- Não está sentindo frio?
Depositou a xícara no escorredor em cima da pia antes de se virar, sem sair dos braços dela:
- Se eu disser que sim, você vai me esquentar?
Michelle riu, apertou Amanda com mais força contra si e a beijou:
- Uhm... Proposta tentadora... 
Suspirou antes de completar:
- Eu adoraria, se tivéssemos tempo. 
Só então Amanda lembrou dos próprios compromissos e horários:
- Também não posso me atrasar.
Beijaram-se mais uma vez antes de Michelle dizer:
- Vai se arrumar então.
Bastou a forma como Amanda a olhou, para Michelle saber o que ela pensando. Defendeu-se:
- Foi só uma sugestão. Não estou te dando ordens.
Por um lado, compreendia a necessidade dela de equiparação. Por outro, muitas vezes achava cansativo ter que conter e reprimir o instinto protetor que Amanda lhe despertava. Deixou que ela a puxasse pela mão:
- Vem cá. Antes tenho uma coisa pra você.
Diante do olhar de reprovação de Michelle, Amanda justificou:
- Prometo que vai ser rapidinho.
Michelle ficou muito mais constrangida do que indignada quando Amanda lhe entregou o presente cujo formato o tornava inconfundível: um disco. Na mesma hora corrigiu-se: “Disco não, vinil”.
- Nós não combinamos que...?
Amanda não a deixou completar:
- Nós não combinamos nada. Você não quis me dizer o que queria, ou melhor, disse que não era pra eu te dar presente. Mas eu queria e precisava. É seu aniversário!
Estava ansiosa, louca para ver a reação de Michelle, se tinha acertado. Soprou com suavidade, quase um pedido:
- Abre...
Foi atendida de imediato. A surpresa de Michelle não poderia ser maior ao deparar-se com o álbum “The Wall” do Pink Floyd.   
- Amanda... Você... Você...
A ausência de palavras deixou claro para Amanda o quanto Michelle havia gostado, mais até do que a forma como ela a beijou e o tom empolgado que usou para agradecer:
- Obrigada.
Nem precisaria completar:
- Eu amei.
Trocaram mais um beijo antes de Michelle dizer:
- Vamos ouvir mais tarde? É a primeira coisa que eu quero fazer quando voltar.
Com a sutileza de sempre, deixou a mensagem clara. Tinha adorado, era o presente perfeito, mas naquele momento, estavam atrasadas. O suficiente para Amanda sair correndo para se arrumar sem, no entanto, se sentir dominada, diminuída, nem algo do gênero.


Laura acordou sabendo perfeitamente que dia era. Tinha consciência disso desde a véspera. Por um instante perigosamente doloroso, se perguntou o que Michelle estaria fazendo naquele momento e - foi difícil confessar, até para si mesma - se estaria sentindo sua falta no primeiro aniversário que passavam separadas depois de vinte anos. 
Afastou o pensamento o mais rápido possível. Não sem antes se responder, de um jeito quase masoquista: “Ela está com a namoradinha dela, nem deve lembrar que eu existo”.
Deixou escapar um longo suspiro. Depois concluiu o monólogo interior repetindo mais uma vez para si mesma: “Também preciso esquecer”.
Virou-se para o lado e colocou a determinação em prática despertando Gabriela com uma infinidade de carícias e beijos.


Michelle já esperava que os alunos da pós graduação organizassem um lanche coletivo na hora do intervalo com direito a bolo e um presente com o qual todos tinham colaborado. Uma echarpe linda, por sinal.
A surpresa foi receber rosas vermelhas quase no fim da aula. Abriu a porta e se deparou com o entregador que não poderia estar enganado, pois no cartão estava escrito o nome e o sobrenome dela. Não precisou abrir para saber quem as tinha enviado. Amanda era a única que faria uma coisa dessas. Achou fofo, lindo da parte dela.
Quando voltou para dentro da sala com o buquê nos braços e um sorriso irreprimível nos lábios, foi recebida com comentários e brincadeiras que a fizeram rir, se divertir e responder à altura. 
Agradeceu mentalmente por não ter sido durante a aula da tarde, pois não tinha um terço daquela empatia e intimidade com os alunos da graduação. Com eles, a distância era imensa. 
Riu de si mesma quando lembrou que estava namorando uma aluna da graduação - do primeiro ano ainda por cima - que a estava fazendo rever alguns de seus conceitos e a ultrapassar vários preconceitos. Pouco a pouco, dia após dia, Amanda ganhava espaço em sua vida com a mais admirável, irresistível e bela delicadeza. 
Deixou escapar um suspiro com o pensamento.
Assim que a aula terminou, Amanda apareceu na porta. Não entrou, ficou esperando que todos saíssem e Michelle ficasse sozinha. Quando percebeu que não ia acontecer, e que o mais provável era que as duas alunas e o aluno que a haviam cercado a acompanhassem até a sala dela, Amanda falou:
- Professora? Com licença? Será que eu posso falar com você?
Funcionou maravilhosamente, pois em questão de segundos, os três se despediram e desapareceram.
Só então Amanda se aproximou da mesa de Michelle, que continuava sentada, com um sorriso divertido nos lábios:
- Está precisando de orientação?
Amanda sorriu de volta, do mesmo jeito malicioso com que retrucou:
- Eu adoro a forma que você conduz. 
Inclinou o corpo e soprou baixinho, perto do ouvido de Michelle:
- Mas hoje o controle é meu.
Impossível para Michelle conter o arrepio que lhe subiu pela espinha. Virou-se para Amanda, falou olhando nos olhos dela: 
- Estou adorando.
Voltou a sorrir antes de levantar e juntar as coisas espalhadas na mesa. Amanda ofereceu ajuda, pegou as pastas e deixou para Michelle apenas a bolsa e o buquê. Assim que pegou as rosas, Michelle lembrou de agradecer. A resposta foi repleta de significados:
- Estou apenas começando. 
Remeteu Michelle diretamente à primeira vez em que estivera no apartamento de Amanda. A diferença era que, naquele dia, a frase havia sido dela. Michelle confessou, num tom que era pura provocação:
- Mal posso esperar.
No entanto, o almoço que tinha marcado com a mãe e com o pai era tão inadiável quanto era impensável e inviável a possibilidade de levar Amanda com ela, a menos que desejasse causar confusão, comoção e talvez até um ou dois ataques cardíacos. Se já havia sido difícil aceitarem Laura, pois nenhum dos dois aprovava a homossexualidade da única filha, nem queria imaginar a reação que teriam se soubessem que estava namorando uma menina, uma criança de 18 anos. Era assim que veriam. Exatamente por isso, acabou dizendo:
- Mas agora preciso ir.
Óbvio que Amanda compreendia, ou melhor, tentava se convencer de que sim. Só que o desejo de que Michelle mudasse de ideia, a levasse junto e a apresentasse para a família era forte a ponto de estar ali, numa esperança última que só a abandonou quando a ouviu afirmar:
- Nos vemos de noite.
Disfarçando a decepção como podia, Amanda caminhou em direção ao Restaurante Universitário acompanhada por uma melancolia que afastou garantindo para si mesma, com uma convicção que sequer imaginava que possuía: “Isso vai mudar”.


Como não tinha aula naquele dia, Laura não foi para a universidade. Existia mais de um motivo para a folga que, num dia normal, seria impensável. O mais forte deles era a incapacidade de se encontrar com Michelle e de vê-la com Amanda.
Passou a manhã na academia, almoçou com Gabriela e, depois, quando se viu sozinha, resolveu ir ao cinema. A sessão terminou rápido demais, e sem Laura sequer imaginar sobre o que tratava. O filme que assistiu era outro, o que passou em sua mente. Uma sucessão de lembranças indesejadas que não conseguiu afastar nem apagar. Vinte cenas, uma para cada aniversário de Michelle em que estivera presente.
Acabou vagando pelos pisos, sem entrar em nenhuma loja, andando em círculos dentro de si mesma. Todos os caminhos pareciam levar a Michelle.
Recebeu a chegada da noite e a presença de Gabriela com o mais profundo alívio. Sentada com ela em uma das mesas do bar de sempre, tentou disfarçar, aparentar uma serenidade e normalidade que não possuía. Se Gabriela reparou, não disse nada. Apenas fingiu não ter percebido. Foi a própria Laura quem, entre um chope e outro, lançou:
- Hoje é aniversário da Michelle.
Nada demais. Tão natural quanto Gabriela perguntar:
- Você vai ligar pra ela?
Sem levantar os olhos do copo, Laura respondeu:
- Não.
Ela insistiu:
- Mandou uma mensagem, desejando feliz aniversário?
Quando Laura voltou a negar, questionou-a:
- Por que não?
“Vocês foram casadas durante vinte anos”. Gabriela não falou, nem precisava. Ficou pairando entre elas. Laura foi sincera:
- Por que se eu dissesse que desejo que ela tenha um feliz aniversário, estaria mentindo.
Gabriela foi igualmente verdadeira:
- É exatamente isso que me incomoda. 
Poderia ter ido além, mas não teve coragem. Sentia-se profundamente ameaçada. Pois, fosse o que fosse que Laura sentia pela ex, ainda não era passado.


Michelle ficou agradecida e aliviada por Amanda ter aceitado de imediato seu desejo de ficar em casa. Mais ainda ao vê-la munida do cardápio de seu restaurante japonês preferido:
- Pode ir tomar banho tranquila, eu peço a comida.
Obedeceu sem hesitar. Amanda a conhecia o suficiente para saber do que ela gostava. 
Quando saiu do chuveiro, vestiu uma roupa nem um pouco sedutora, mas absolutamente cômoda.  Ao vê-la, Amanda sorriu:
- Adoro você assim. Me deixa com tesão.
Michelle riu:
- Sente tesão pela minha confortável roupa de mendiga?
Mais do que depressa, Amanda segurou Michelle pela cintura e a puxou para si:
- É que assim te sinto mais íntima... 
Roçou os lábios nos dela antes de sussurrar:
- Mais minha.
Beijou-a com toda a sua paixão, com toda a sua vontade. Com os braços ao redor do pescoço de Amanda, Michelle correspondeu por inteiro, se entregou completamente aquele momento.  Mas assim que as bocas se separaram, se afastou:
- Vamos ouvir o meu presente?
Pegou o primeiro LP do álbum e colocou no prato da vitrola no side 1. “In The Flesh” tomou conta do ambiente e Michelle suspirou:
- Nada como o som do vinil...
Depois, aumentou o volume, fechou os olhos e se deixou levar pela melodia. Ficou um tempo assim, ondulando o corpo no ritmo do instrumental. Só depois voltou para onde Amanda estava, sem parar de se mover. Amanda achou delicioso, intenso e puramente sensual, o jeito arrebatado com que Michelle se deixou envolver pela música. Mais ainda quando ela cantou junto com Roger Waters:
“So ya 
Thought ya 
Might like to go to the show 
To feel the warm thrill of confusion 
That space cadet glow ”

E a forma como falou:
- A primeira vez que eu ouvi essa música eu tinha a sua idade, acredita?
Riu antes de completar:
- Parece que fazem séculos...
Amanda não precisou fazer contas para saber de quantos anos ela estava falando. Vinte e oito. A diferença exata entre elas. Vinte e nove, se levasse em conta que Michelle estava completando quarenta e sete. 
- Minha primeira namorada era fanática por Pink Floyd. Aprendi com ela... A gostar de Rock Progressivo e de mulheres.
A surpresa de Amanda se deu não pela informação em si, mas pelo fato de Michelle soltá-la de livre e espontânea vontade. Geralmente, precisava arrancar as coisas dela. Aproveitou a receptividade para perguntar:
- Ela era mais velha que você?
O esclarecimento veio rápido também:
- Dez meses apenas. Mas a Lu estava anos luz na minha frente.
Queria saber mais, prosseguir com as indagações, e era o que teria feito se a campainha não tocasse. Olhou pela janela e viu o motoqueiro parado no portão. Adiantou-se:
- Deixa que eu pago.
Exatamente como esperava, Michelle recusou:
- De jeito nenhum. É meu aniversário, eu te convidei. E não me agrada a ideia dos seus pais pagarem o nosso jantar.
Antes que Amanda pudesse replicar, completou:
- São eles que pagam seu cartão de crédito, não é?
Deixando impossível para Amanda dizer o que quer que fosse. Só lhe restou esperar enquanto Michelle pegava a carteira, ia lá fora pagar e pegar o pedido com o entregador.


Comeram com calma, saboreando cada peça enquanto conversavam, entre risos, beijos e carinhos. Quando terminaram, Amanda começou a recolher tudo, sem permitir que Michelle ajudasse. Depois, anunciou que ia tomar banho. O primeiro vinil já tinha terminado de tocar há algum tempo, por isso Michelle pediu:
- Coloca o segundo disco pra mim, por favor? Ou prefere que eu te espere?
Não houve hesitação alguma por parte de Amanda:
- Não precisa. 
Fez o que ela pediu, a beijou nos lábios e foi para o banheiro. Michelle ouviu o side 4 inteiro – Amanda tinha colocado ao contrário, o 4 antes do 3 – e nada dela voltar. Levantou-se do sofá, caminhou até a vitrola e mudou o lado do disco. “Hey You” começou a tocar um pouco antes de Amanda chegar. De costas para a porta, Michelle não a percebeu, Amanda teve que dizer:
- Tenho um último presente.
Michelle não escondeu a surpresa ao deparar-se com Amanda numa camisola branca curtíssima e tão transparente que a deixava praticamente nua. Tanto que podia ver perfeitamente o quanto a calcinha - também branca - que ela tinha por baixo era minúscula. 
Amanda caminhou devagar, inebriada pelo prazer que o poder que tinha sobre Michelle lhe causava. Percepção que a permitiu ser ainda mais ousada. Enlaçou-a pelo pescoço, aproximou a boca de seu ouvido e soprou:
- Feliz aniversário, professora...
Sentiu Michelle estremecer, antes de puxá-la pela cintura, fazendo com que Amanda colasse nela. Passou as mãos nas coxas e na bunda, subiu pela lateral do corpo de Amanda, pegou e acariciou os seios, provocando-a de volta:
- Gosta de pensar em mim como sua professora?
A confirmação de Amanda estava igualmente carregada de prazer e volúpia:
- Adoro. Me excita.
Apertou-a mais contra si, roçou os lábios nos de Michelle enquanto devolvia a pergunta:
- E você? Gosta de pensar em mim como sua aluna?
Foi a vez de Amanda se arrepiar inteira, com a maneira rouca e ofegante com que Michelle confessou:
- Me excita também.
Colou a boca na de Amanda com uma mistura ardente de urgência, tesão e loucura. A mesmo com que, sem parar de beijá-la, a levou para o quarto e a jogou na cama. 


Algumas horas depois, Michelle se moveu devagar, tirando o braço delicadamente debaixo da cabeça de Amanda, com cuidado para não a acordar. Vestiu-se inteira, por causa do frio, e foi até a cozinha. Tomou um copo de água e checou o celular. Faltava um minuto para a meia noite.
O dia havia sido perfeito, fantástico, magnífico. No entanto, não estava completo. Faltava algo vital, sem o qual se instaurava aquele imenso vazio. 
Voltou a olhar para a tela no aparelho estático, sem nenhum sinal de vida.
Ao menos não a que ela queria.
Manteve o olhar fixo, tentando enxergar o instante exato em que aquele minuto terminou, mas assim como tantas outras coisas em sua vida, o perdeu. Na fração de segundos em que piscou, já era passado. Um outro dia. 
Tinha esperado em vão.
“Ela não me ligou, não mandou uma mensagem sequer”.
Deixou que a verdade se tornasse consciente, enfim.
Durante anos, até o fim de sua vida, enquanto vivesse... O sentimento latente, a impressão mais pungente, o que realmente ficaria e marcaria aquele aniversário era a dor que a ausência de Laura imprimia.

CONTINUA 6a FEIRA...

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postado originalmente em 14 de Junho de 2017 às 18:00.






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