terça-feira, 21 de março de 2017

CAPÍTULO 35


Amanda acordou com Michelle chamando-a. Virou-se para ela com um sorriso, pronta para dar o que quer que ela desejasse. Surpreendeu-se ao receber um beijo rápido nos lábios apenas.
- Seu celular estava tocando desesperadamente. 
A resposta de Amanda foi pegar o aparelho e confirmar o que já desconfiava:
- Era a minha mãe.
Logo depois, descobriu que, além das milhares de ligações, tinha várias mensagens no whatsapp,  tanto da mãe quanto da irmã:
- Merda! Merda!
Falou com tanto desespero que Michelle se preocupou:
- Que foi? Aconteceu alguma coisa?
Apesar de saber perfeitamente que para Michelle iria parecer besteira, para Amanda não era:
- A mãe está lá em casa com a Juliana. Vieram de surpresa.
Deixou escapar um suspiro antes de informar:
- Tenho que ir.
Levantou e começou a se vestir. Enquanto fazia o mesmo, Michelle falou:
- Eu te levo.
De um jeito que não admitia contestação ou recusa. E que, para Amanda, significou muito, pois esperava tudo, menos aquilo. 
Óbvio que Michelle preferia não ter outro embate com Elaine, se pudesse evitaria encontrá-la, mas não podia nem queria deixar Amanda ir sozinha. Apoiá-la, estar ao seu lado e assumi-la, devia isto a ela, era o mínimo.
Em menos de uma hora, estavam estacionando na frente do prédio, do outro lado da rua. Assim que Michelle desligou o carro, Amanda se virou para ela:
- Me desculpa.
Com uma doçura absolutamente carinhosa, Michelle perguntou:
- Pelo que, minha querida?
As lágrimas já brilhavam nos olhos de Amanda quando ela respondeu:
- Por fazer você passar por isso.
Com a mão de Amanda nas dela - não ousou mais contato físico, pois tinha certeza de que Elaine deveria estar espiando pela janela – Michelle afirmou:
- Nós estamos nisso juntas.
A emoção de ouvir aquilo tornou impossível para Amanda dizer qualquer coisa, ela apenas sorriu. De um jeito triste, cheio de melancolia. Vê-la daquele jeito fez Michelle passar por cima do próprio desconforto:
- Quer que eu suba com você?
Amanda apertou a mão de Michelle com força antes de recusar:
- Não precisa.
O tom que usou, a forma que a olhou, o corpo de Amanda inteiro dizia o oposto, desmentia por completo as palavras proferidas. Mas não podia expor Michelle a não aceitação da própria mãe, tampouco queria se mostrar incapaz de solucionar seus próprios problemas e conflitos familiares sozinha.
Inclinou-se em direção a ela para beijá-la em despedida, como sempre fazia, mas Michelle desviou a boca e recuou:
- Sua mãe deve estar olhando lá de cima. 
Para Amanda, não fazia sentido:
- E daí? 
Michelle foi absolutamente sincera:
- Não me sinto à vontade com isso.
Amanda até compreendia. No entanto, naquele caso, para ela a distância entre a compreensão e a aceitação era intransponível. Por isso pediu:
- Esquece a minha mãe. Olha pra mim.
Quando Michelle a atendeu, sustentou o olhar dela da mesma maneira arrebatada e veemente com que disse:
- Eu quero um beijo seu. Preciso.
Durante uma fração de segundo que pareceu durar uma vida, Michelle questionou a si mesma e aos motivos que tinha para não acolher o pedido. Não encontrou nada que realmente fizesse sentido.
Escorregou a mão direita pelo pescoço de Amanda, segurou-a pela nuca e a puxou para a sua boca, que também foi ao encontro da dela. Foi um beijo breve, de uma intensidade doce e suave, repleta de carinho. Antes de Amanda sair do carro, Michelle ainda falou:
- Se não puder me ligar, me manda mensagem dizendo se está tudo bem.
Ela concordou com um aceno de cabeça. Atravessou a rua e soprou um beijo do portão, antes de entrar no prédio e ficar fora de vista.


Assim que abriu a porta do apartamento se deparou com Juliana. A irmã a abraçou e beijou. Aproveitou para avisar baixinho no ouvido dela, para que só Amanda ouvisse:
- A mãe tá furiosa com você.
Caminharam juntas, lado a lado, exatamente como faziam quando eram meninas e uma das duas estava prestes a ficar de castigo. Os anos podiam ter passado, mas não o companheirismo que dividiam. Defendiam-se. Nada mudaria isso.
Elaine olhou para as duas e vê-las tão unidas surtiu o efeito de sempre, amenizou a raiva que estava sentindo. 
- Amanda, vem aqui.
Achou graça na hesitação da filha. Assim que ela ficou ao alcance de suas mãos, beijou-a e apertou-a nos braços:
- Você não está merecendo, mas estou morrendo de saudade.
Amanda não disse nada, apenas se deixou envolver pelo conforto que aquilo trazia. Durou pouco:
- Por que a Michelle não subiu? 
Não deixou Amanda falar, ela mesma respondeu: 
- Seria constrangedor me olhar nos olhos depois de passar a noite com a minha filha?
A réplica de Amanda foi tão firme quanto imediata:
- Ela não veio comigo porque eu não permiti. 
A primeira reação de Elaine foi rir:
- Muito conveniente pra ela, não é verdade? 
Deixou escapar um suspiro exasperado antes de prosseguir:
- Filha, será que você não vê que a Michelle está te usando? 
Amanda foi de uma ironia inaceitavelmente agressiva:
- Mãe, será que você não vê que eu estou adorando?
Elaine ainda conseguiu conter a raiva, o suficiente para não alterar o tom de voz quando disse:
- Pra ela você não passa de um brinquedinho.
No entanto, a certeza com que Amanda afirmou:
- A Michelle está comigo de verdade. 
O brilho inebriado nos olhos dela quando continuou:
- Nenhuma das minhas outras namoradas foi tão...
E o medo de como a filha completaria a frase, fez com que, finalmente, Elaine berrasse:
- Eu não quero ouvir! 
Amanda retrucou no mesmo tom alterado e agressivo:
- Foi pra isso que você veio? Pra falar absurdos, me agredir e gritar comigo?
A indignação de Elaine atingiu o ápice:
- Sorte sua que seu pai não conseguiu vir. Porque aí sim você ia ver o que é gritar! 
Amanda se calou, em parte por medo da ameaça contida nas entrelinhas, em parte por não querer continuar discutindo. Mas Elaine estava disposta a ir até o fim:
- Eu queria ver se o seu pai te expulsasse de casa, se você não tivesse pra onde ir, se a sua namoradinha te acolheria, se ela te sustentaria! 
A hipótese que a mãe acabara de levantar não lhe parecia nem um pouco impossível. Muito pelo contrário, Amanda já havia refletido milhares de vezes sobre aquilo, por isso tinha a resposta na ponta da língua:
- Com certeza a Michelle se sentiria responsável. E acabaria me propondo isso. Mas eu nunca, jamais aceitaria. Não seria justo nem com ela nem comigo. Se um dia nós morarmos juntas – e acredite, eu não pretendo fazer isso antes de me formar e de ser capaz de me sustentar sozinha – vai ser por escolha nossa e não por não termos outra saída. 
Inteiramente surpresa e emudecida pela segurança inabalável de Amanda, Elaine viu-se obrigada a admitir para si mesma que a filha parecia ter amadurecido. Óbvio que dar o crédito de tal crescimento à intimidade indesejada e absurda que ela insistia em manter com Michelle estava fora de questão. 
Foi Juliana que quebrou o silêncio que se instaurou, propondo:
- Que tal uma trégua? Fingir que somos uma família amorosa e feliz?
Conseguiu o que desejava, pois na mesma hora Elaine protestou:
- Como assim, fingir? Nós sempre fomos uma família amorosa e feliz! Isso não quer dizer que vou passar a mão na cabeça das duas... 
Olhou diretamente para Amanda ao completar:
- Muito menos que vou permitir que estraguem suas vidas!


Foi com um alívio quase culpado que Amanda se despediu da mãe e da irmã no domingo à tarde. A primeira coisa que fez foi ligar para Michelle. A segunda foi se decepcionar com o que ouviu:
- Tenho um artigo pra terminar, nos vemos amanhã de noite?
Apesar de contrariada, foi obrigada a concordar. Aproveitou para estudar. Afastou como pôde a ideia que insistia em lhe martelar na cabeça, de que depois de um final de semana inteiro sem se verem, Michelle parecia não ter sentido falta alguma dela. 
Impressão que só foi acentuada quando, na segunda feira à noite, Michelle se desculpou novamente, alegando não ter terminado o artigo ainda. Indescritível o conforto que sentiu quando, na terça-feira de manhã recebeu uma ligação de Michelle dizendo que estava com saudade e convidando-a para almoçar. 
Foi inteiramente sincera:
- Pensei que você tivesse cansado de mim e estivesse me evitando.
Não houve hesitação alguma por parte de Michelle:
- Eu nunca faria isso.
O silêncio de Amanda deixou evidente que ela não estava inteiramente convencida. Michelle fez questão de esclarecer:
- Se um dia eu não quiser mais, você vai ser a primeira a ficar sabendo, vou te dizer com todas as letras. Pode ficar tranquila.
E Amanda jurou para si mesma que, a partir dali, evitaria inseguranças, cobranças ou pressão qualquer tipo.


Tinham acabado de pedir a sobremesa quando o celular de Michelle tocou. Ela atendeu depois de ver quem era:
- Oi, Val. Tudo bem?
A voz da amiga soou muito mais tensa e formal do que o habitual:
- Está podendo falar?
Michelle não escondeu o próprio estranhamento:
- Estou sim, por quê?
Ela foi direta:
- Como você já sabe, vou comemorar meu aniversário aqui em casa no sábado. E também gostaria convidar a Laura. 
Durante a pausa que se seguiu, um silêncio sepulcral se estabeleceu. Michelle permaneceu muda, mas Val a conhecia, estava mais do que preparada para aquilo: 
- Mas só se não te incomodar. Se você me disser que não dá eu não chamo. Pode ser sincera, me diz como você se sente com relação a isso.
Michelle não tinha razão para mentir:
- Não é a situação mais confortável do mundo, mas mais cedo ou mais tarde teria que acontecer. 
Respirou fundo antes de se posicionar:
- Por mim tudo bem. Não deixe de convidá-la por minha causa.
Val ainda não estava completamente convencida:
- Mesmo? Eu não queria que fosse constrangedor ou sei lá... Estranho.
Depois das duas últimas frases de Michelle, toda a atenção de Amanda estava fixa na conversa. Por isso tentou passar a maior serenidade possível:
- Não vai ser. Somos todas mulheres adultas e civilizadas.
Mas Val parecia completamente desconfortável, tanto que se justificou:
- Achei melhor perguntar, vocês duas são minhas amigas, mas claro que você é mais... 
Michelle aproveitou para gesticular para Amanda, tentando dizer que explicaria tudo depois. Val continuou:
- E vai ser a primeira vez que se encontram num evento social depois que se separaram e as duas com as namoradas... 
Teve plena consciência de que a expressão de seu rosto mudou, mas não havia nada que Michelle pudesse fazer para evitar. Se era difícil ouvir que Laura estaria acompanhada, vê-la com a namorada seria muito pior. Chegou a cogitar voltar atrás, confessar para Val que não estava preparada, mas na frente de Amanda era impossível. 
- Você vai trazer a Amanda, não vai?
A pergunta fez Michelle perceber que, por mais difícil que fosse, era necessário. Precisavam passar por aquilo. Falou com todas as letras, com uma convicção que sequer imaginava possuir:
- É claro que a Amanda vai comigo. 
O sorriso que Amanda lhe lançou deixou Michelle convencida de que estava tomando a decisão certa. O alívio e a alegria na voz de Val só serviu para confirmar isso:
- Então tá. Fico muito feliz, por que eu realmente quero a presença de vocês duas. Quer dizer...
Na mesma hora, Val emendou:
- De vocês três... 
Apenas para se corrigir de novo:
- Quatro.
A confusão da amiga serviu de amostra para Michelle prever o que aquela festa seria. Confirmou mesmo assim:
- Pode contar comigo e com a Amanda.
 Não precisou esclarecer muito depois que desligou, Amanda já tinha compreendido. A única coisa que falou foi:
- Se pra você está tudo bem, pra mim também está.


Só quando chegaram na porta do apartamento de Val no sábado à noite, Amanda mostrou a insegurança em que estava:
- Tem certeza mesmo que quer que eu entre com você?
A resposta de Michelle veio acompanhada pelo mais belo de todos os sorrisos:
- Claro que sim.
Deu a mão para Amanda antes de entrarem, percorreu a sala cumprimentando as pessoas – todas suas conhecidas, pois ela e Val tinham o mesmo círculo de amizades – sem soltá-la. Amanda estava que não cabia em si, sua felicidade só aumentava, cada vez que Michelle a apresentava:
- Essa é a Amanda, minha namorada.
Até o momento em que Michelle avistou Laura. A mudança foi perceptível, Amanda sentiu perfeitamente a pulsação de Michelle acelerar, até a temperatura da mão dela mudou. Tentou convencer-se de que não era nada demais, um nervosismo normal e não disse nada. Apenas a acompanhou até onde Laura estava.
Michelle viu Laura de longe, bastou um único relance dos olhos no segundo ambiente para localizá-la e reconhecê-la. Estava de costas, numa conversa animadíssima com alguém que Michelle não foi capaz de ver inicialmente, mas que logo depois constatou que era quem imaginava. A tal Gabriela. 
O primeiro impulso que teve foi fugir. Dar meia volta e sair correndo daquela festa. Ao invés disso caminhou, com a mão na de Amanda, sempre cumprimentando as pessoas no caminho. 
Laura não viu Michelle, mas ouviu a voz que, para ela, era inconfundível. Não conseguiu resistir, virou-se e a olhou. Já sabia que estaria com Amanda, Val tinha feito questão de preveni-la quando ligara para fazer o convite. Mas nenhum aviso seria suficiente para prepará-la para o que já havia imaginado vezes sem fim. Tinha se livrado do sofá, mas em sua mente, a imagem das duas juntas e nuas ainda persistia, nítida. Vê-las de mãos dadas foi como... Se a tortura costumeira, seu pior pesadelo tomasse vida. 
Michelle se virou e, ao se deparar com o olhar de Laura fixo nela, aproximou-se e tentou ser natural:
- Como você está?
Inutilmente. Soou tão formal quanto a resposta de Laura:
- Bem, e você?
A réplica foi ainda mais repleta de constrangimento:
- Estou bem também.
 Sem mais o que dizer, as duas trocaram um sorriso forçado e um aceno de cabeça, Laura se virou para Gabriela e Michelle se afastou com Amanda.


Assim que Michelle e Amanda se afastaram, Gabriela perguntou:
- Então essa é a Michelle?
Laura assentiu com um simples:
- Sim.
Gabriela não fez comentário algum, a única coisa que disse foi:
- Se você quiser nós podemos ir embora. 
Mas não era nem de longe o que Laura desejava:
- Nem pensar. Nós vamos ficar.
Afinal, tinha vindo exatamente para mostrar ao mundo, em especial ao círculo de amigas, o quanto estava ótima depois da separação, muito bem acompanhada e inteiramente imune e indiferente à Michelle. Três falsas verdades que pretendia transformar em realidade. O primeiro passo era fazer com que todos, inclusive ela mesma, acreditassem. 
Plano que se mostrava inteiramente falho em relação a Gabriela, que estava visivelmente preocupada:
- Tem certeza? 
Fez uma pausa antes de completar, com cautela:
- Você me parece um pouco abalada.
Realmente, Laura estava se sentindo como se tivesse sido nocauteada, mas nunca daria o braço a torcer, jamais confessaria isso a ninguém, nem mesmo a Gabriela:
- Eu estou perfeitamente bem.


Michelle sabia que precisava se afastar, o máximo que pôde, e foi o que fez. Concentrou toda a sua atenção em Amanda, foi absolutamente solícita, encheu-a de beijos, sorrisos e carinhos. Mas não foi suficiente. Nada seria capaz de apagar a impressão de caminhar sobre areia movediça.
Sensação que apenas se aprofundou quando foi à cozinha e deu de cara com Laura abaixada na frente do isopor com gelo onde estavam as bebidas. Como se sentisse a presença de Michelle, ela se virou e sorriu:
- Cerveja?
Sem ser capaz de emitir palavras, Michelle fez que sim com a cabeça. Laura arregaçou um pouco mais a manga da camisa social, enrolando-a até o cotovelo, de um jeito absolutamente atraente, que tornou impossível para Michelle desviar o olhar. Depois, enfiou a mão e o braço até o fundo do isopor para pegar a garrafa long neck que, ao se pôr de pé, estendeu para Michelle.
- Essa, não é?
Pergunta totalmente retórica, era a preferida de Michelle e as duas sabiam disso. Trocaram um sorriso. Logo depois, como se caísse em si, Laura mudou o tom por completo, foi irônica:
- E pra sua acompanhante? Um suco? Uma água? Um refri?
Na mesma hora, Michelle ficou séria:
- Eu mesma pego.
Depositou a long neck em cima do balcão mais próximo, foi até o isopor e se agachou. Laura se abaixou junto com ela:
- Não, eu faço questão.
Enfiaram as mãos juntas, mas Laura encostou na garrafa um pouco antes, a mão de Michelle pousou em cima da dela, fazendo com que o gelo da água parecesse sumir, tal foi o calor que o toque causou, incendiando as peles, fazendo com que a pulsação se tornasse abrasiva. Em total sintonia, respirando em uníssono, como se os meses de separação não existissem, viraram os rostos uma para a outra. Os olhos se encontraram, cintilaram assimilando a percepção do quanto estavam próximas, as bocas separadas apenas por milímetros. 
Nenhuma das duas poderia afirmar com certeza o que se seguiria, se Val não entrasse na cozinha:
- Ui!
Totalmente vexada, a amiga pediu:
- Desculpa!
Deu meia volta e saiu. 
Mas o instante já havia passado, tinha se quebrado e perdido. 
As duas se puseram de pé, Laura estendeu a long neck para Michelle. Com uma formalidade excessiva, Michelle agradeceu, pegou a garrafa que tinha deixado em cima do balcão e foi embora, deixando Laura ali parada, acompanhando Michelle com os olhos até perdê-la de vista.

CONTINUA AMANHÃ...

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postado originalmente em 16 de Junho de 2017 às 18:00.






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