terça-feira, 21 de março de 2017

CAPÍTULO 39


- Foi só sexo. Apenas sexo. Nada mais.
Laura sentiu o peso daquela afirmação assim que a lançou, muito mais na reação de Michelle, que foi imediata. Evidente, verdadeira e absolutamente intensa. 
Ela recuou, como se tivesse sido fisicamente atingida. Deixou-se cair sentada na cama, o corpo um pouco curvado, as duas mãos segurando o colchão como se fosse o único ponto de apoio que a sustentasse, a cabeça abaixada, os olhos fixos no chão. 
Ficou um tempo assim, inteiramente estática, o único movimento de seu corpo era involuntário - o subir e descer do tronco, causado pela respiração acelerada.
Quando finalmente esboçou algo, ainda não parecia recuperada. Ergueu o rosto e olhou, não para Laura, mas através dela. Gaguejou com muito esforço, a fala tão sem direção quanto o olhar:
- Você... Você quer que eu... Quer que eu te deixe em casa?
O oferecimento não foi surpresa para Laura. Fazia parte dos encantos de Michelle, a preocupação com as outras pessoas que ela sempre manifestava, por pior que a situação se mostrasse. No entanto, não havia como nem porque aceitar:
- Não, obrigada. Eu pego um táxi.
Michelle esfregou as mãos no rosto antes de se pôr de pé:
- Ok.
Passou por Laura ainda sem fitá-la. Pegou a bolsa em uma das poltronas perto da porta e saiu sem dizer mais nada. Sequer olhou para trás.
O primeiro impulso de Laura foi correr e alcançá-la, fazer com que voltasse. Dizer o que realmente sentia, confessar e mostrar o quanto a amava. 
Imediatamente o conteve, pois de nada serviria agir de forma impensada. Não que tivesse planejado o que havia acontecido entre elas. Era completamente inesperado e, exatamente por isso, muito difícil, na verdade, impossível fingir que a relação estava recuperada. Por mais que a noite com Michelle tivesse sido maravilhosa, perfeita quase, não passava de um lapso no tempo, um instante fora da realidade, pois não tinha esquecido, muito menos superado o fato de vê-la desfilando de mãos dadas com Amanda na festa de aniversário de Val.
Só então Laura se deu conta de que estava com a boca completamente seca. Caminhou até o frigobar, pegou uma garrafa de água – desta vez sem gás – e bebeu. Depois se atirou na cama, deitou no mesmo lugar onde há minutos atrás, Michelle estivera sentada.
Tentou afastar as lembranças das horas passadas com ela, sem resultado. Estavam gravadas em seu corpo, em sua pele, em sua parte mais vital, na própria essência da qual era feita. Mesmo se quisesse - o que não era o caso - não poderia apagá-las jamais. 
Rolou o corpo para o lado, pegou o travesseiro que Michelle tinha usado, o levou ao rosto e aspirou o cheiro dela. Deixou escapar num suspiro:
- Ah, Michelle... 
E começou a chorar. Permitiu que as lágrimas escorressem, lavando um pouco da certeza de que a felicidade com ela era irrecuperável. 
“Estou sendo estúpida, mas não tenho como evitar”.
O pensamento a fez parar e tentar racionalizar o turbilhão de sentimentos tão díspares em que estava mergulhada. 
O prazer de tê-la nos braços, a forma ardente e apaixonada com que tinha sido correspondida, era algo incomparável. Nunca, jamais seria igual. Não existia outra pessoa com quem pudesse e quisesse se entregar desse jeito ou que também se desse para ela de maneira tão integral. 
O desejo e a sintonia sexual, que depois de Gramado Laura julgava perdidos, haviam ressurgido, com uma intensidade maior até do que a de quando haviam se conhecido. Nunca sentira tamanha vontade dela, tampouco vira Michelle atingir ou levá-la a êxtases tão arrebatados. 
Mais forte ainda tinha sido a ternura, o amor compartilhado, a impressão de Laura era de que poderia ficar para sempre ali, abraçando-a e beijando-a, nunca mais seria capaz de soltá-la. Entretanto, tinha acabado de afastá-la.
“Foi só sexo. Apenas sexo. Nada mais”.
A mais cruel e falsa de todas as declarações.
Cujo gatilho havia surgido pela manhã. Ao acordar ao lado de Michelle e vê-la adormecida, nua debaixo do lençol, com os seios à mostra e o braço jogado por cima no travesseiro, ao redor da cabeça, o rosto voltado para ele, encostado apenas parcialmente, deixando para Laura uma visão pela metade da expressão  dela. Depois de mais de seis meses sem Michelle, pareceu inacreditável. Um sonho que a qualquer instante poderia se desfazer e mostrar-se o que realmente era: irreal.
Tinha erguido o corpo para poder olhar melhor, admirar e gravar a beleza e serenidade dos traços, primeiro com os olhos, depois com a ponta dos dedos, que passou numa carícia leve e suave por uma das bochechas e pelo contorno do queixo. Michelle sorriu, ainda adormecida. E Laura se afastou, apavorada com a força do que estava sentindo, com o risco que aquilo trazia, o perigo palpável que oferecia. 
Imediatamente, a desconfiança, a mágoa, o rancor pelo que havia sofrido com a traição, a separação e a rejeição em Gramado, que ainda a perseguiam, a fizeram se levantar e se vestir.
Permaneceu mais de uma hora sentada naquela poltrona, esperando Michelle acordar. Um tempo contado e pontuado não nos minutos ou segundos, mas remoído na dor, na decepção, na perda, em todo o processo de martírio e desconstrução que Laura havia atravessado desde o momento fatídico em que Michelle dissera: “Aconteceu uma coisa ontem. Eu não sei nem como te contar”, passando por todos os pedidos de perdão e desculpa, falsas verdades e a tentativa fracassada de voltarem.
Espinhos que Laura adoraria poder simplesmente arrancar. Se não estivessem fincados tão profundamente, debaixo da pele cicatrizada, seria necessário voltar a abri-la para poder retirá-los. Cirurgia sem garantia alguma, que não pretendia executar.
Não havia como apagar tudo aquilo, esquecer todas as vezes que Michelle havia afirmado – tantas que até perdera a conta – que fazer sexo com Amanda não tinha significado nada, não passara de um erro, um único momento que nunca deveria ter acontecido, apenas para depois estabelecer, viver e assumir um namoro de meses com a maldita girina.
Foi imersa nessa raiva e amargura que viu Michelle acordar, se sentar na cama e sorrir para ela, linda e tranquila como uma princesa de um conto de fadas, como se nada houvesse ocorrido:
- Bom dia...
Talvez para ela fosse fácil deixar tudo de lado, mas não para Laura, que havia sofrido não uma, mas várias traições.
Inevitável o desejo que sentiu, de pagar na mesma moeda, fazê-la sofrer tanto quanto havia sofrido.
O toque de seu celular trouxe Laura de volta à realidade. Viu que era Gabriela e não atendeu. Retornaria quando chegasse em casa. 
Pegou a bolsa e, para sua surpresa, quando chegou na recepção foi informada de que Michelle havia deixado tudo pago.
Entrou no carro tentando afastar as primeiras pontadas de remorso... Inutilmente.


Depois que Laura contou o que havia acontecido entre ela e Michelle, Gabriela disse:
- Não precisa se preocupar comigo, vou ficar bem. Eu sempre soube que era a pessoa de transição. Só não esperava que você voltasse pra sua ex.
Não foi surpresa, uma vez que tinham estabelecido uma relação sem grandes expectativas e bastante sincera. 
Apressou-se em contestar:
- Eu não voltei.
Para Gabriela, ficou ainda mais claro:
- Pois deveria.
Antes que Laura pudesse replicar, concluiu:
- Se a sua felicidade é a Michelle, acho que você deve lutar por ela. 
Batalha essa que Laura tinha plena consciência de que já começara a ser travada. Dentro de si mesma.
Disposta a deixar de lado tudo que não fosse a própria verdade, a primeira coisa que fez quando chegou em casa foi ligar para Michelle. Como já esperava, não foi atendida.
Também sabia que não haveria alteração alguma no facebook dela, olhou apenas por desencargo de consciência. Poderia ter ido direto ao de Amanda, onde conseguiu as informações que queria e buscava. Elas não estavam mais juntas. Ou melhor, Michelle devia ter terminado, exatamente como dissera que faria.
Certeza que foi rapidamente dissolvida, pois a hipótese de Amanda ter rompido com Michelle pareceu muito mais provável depois que recebeu a seguinte mensagem da colega com quem dividia a sala: “não sei se vc já tá sabendo, achei melhor te enviar”, seguida do vídeo em que ela e Michelle apareciam se beijando. A legenda que o acompanhava - “profs da ufsc mandando ver #altosamassos #pegaçãolésbica #sapatasemação ” - fez Laura rir sem querer, pois não deixava de ser engraçado. Tantos anos de cuidado e discrição enquanto eram casadas para terminarem expostas daquele jeito, justamente quando não estavam mais juntas.
Assistiu de novo, a imagem mergulhando-a nas recordações deliciosas daquela noite. Um arrependimento profundo tomou-a. Pegou o celular e ligou para Michelle novamente, apenas para, uma vez mais, não ser atendida.
Decidiu conter o próprio desespero e não insistir, ao menos naquele dia. Esperou por um retorno que não veio, por isso ligou de novo, mais três vezes, no domingo.
“Amanhã eu a procuro”.
Resolveu consigo mesma, tentando se convencer de que pessoalmente seria mais fácil, Michelle a ouviria.


Assim que saiu do apartamento de Amanda, Michelle foi para casa. Conseguiu conter o choro até fechar a porta atrás de si. Durante o tempo que foi preciso, dedicou-se a expurgar as lágrimas que pareciam não ter fim. Mas que, obviamente, em certo momento, se extinguiram. 
Então, resolveu fazer algo que há muito não fazia: ser uma boa companhia para si mesma. Vestiu a roupa mais confortável que possuía, colocou um LP na vitrola, cozinhou enquanto bebia uma taça de vinho, tentando extrair o máximo de prazer daquilo. Cada vez que os pensamentos lhe fugiam ao controle, trazendo imagens e sensações da noite passada com Laura, os afastava da forma mais gentil que conseguia. 
Depois que almoçou, instalou-se preguiçosamente no sofá, ligou a tv, procurou um filme, escolheu um que ainda não tinha visto, para não despertar nenhuma memória emocional e ter que prestar a maior atenção possível. Funcionou, pois se manteve distraída.  
Quando terminou, lembrou-se do celular, ainda dentro da bolsa e no silencioso. Ao deparar-se com duas ligações de Laura, parou, inteiramente estarrecida. O primeiro impulso foi retornar, descobrir o que ela queria. O segundo, igualmente irracional, envolvia um misto de ressentimento, raiva, desforra e desejo de auto preservação: “ela que se foda!” - foi bem mais forte e fixou-se dentro dela em definitivo.
No dia seguinte, cozinhou, leu um livro, bebeu mais vinho, deu uma longa caminhada na praia, viu o sol se pôr e, mesmo após voltar para casa, continuou focada em si mesma, só pegou no celular de noite, antes de dormir. 
Ignorou a insistência de Laura, adiou falar com Val - não estava preparada para contar os últimos acontecimentos para ninguém ainda -, e surpreendeu-se ao ver que Amanda também tinha ligado. Durante um instante que pareceu durar uma vida, cogitou a possibilidade de retornar. Acabou optando por não. Por mais que se preocupasse com ela, o melhor era afastar-se. Manter o vínculo sem estar disposta a retomar a relação – como era o caso – só serviria para magoá-la um pouco mais. 
“Vou tirar as duas da minha vida”.
Foi seu último pensamento antes de dormir.


Amanda chegou em Rio do Sul com um objetivo preciso: esquecer Michelle e se divertir. Foi recebida pelos pais com tantos beijos, presentes, mimos e carinhos que se Juliana não fosse a irmã mais generosa do mundo, ficaria enciumada. Ao invés disso, a felicidade de Amanda parecia deixá-la ainda mais feliz. 
Aquilo serviu para firmar em Amanda a percepção da sorte que tinha. E para fazê-la voltar a abraçar e beijar Juliana, enquanto desejava, de forma absolutamente efusiva:
- Feliz aniversário, maninha! 
Assim que se viu à sós com a mãe, no quarto que antes lhe pertencia e continuava intocado, igual a como o deixara ao partir, Elaine questionou-a:
- Amanda, o que foi? Quer me dizer alguma coisa?
Informou de imediato, com a maior serenidade possível:
- Não estou mais com a Michelle, nós terminamos.
Elaine não escondeu a felicidade nem o alívio:
- Que ótimo!
Principalmente por Amanda parecer tranquila demais para não ter sido ela a terminar. Mesmo assim, preocupava-se com a filha, não tinha como deixar de perguntar:
- Como você está? 
Não tinha a menor intenção de contar para a mãe o que realmente havia acontecido, por isso mentiu, para deixá-la tranquila:
- Estou bem. Passou, como você disse que aconteceria.
Exatamente como previa, a mãe também não tinha interesse algum em insistir no assunto, que encerrou na mesma hora:
- Não se fala mais nisso. É seu aniversário, você tem mais é que comemorar!
Afirmação que seguiu à risca. Aproveitou a festa de aniversário da irmã para conversar, beber, dançar, rever os amigos e amigas. No dia seguinte, fez o mesmo no almoço de família. 
No entanto, jamais conseguiria enganar Juliana. A irmã sabia perfeitamente que ela não estava bem e não saiu do lado de Amanda um segundo sequer.
Depois que todos se levantaram da mesa, falou baixinho para que apenas Juliana escutasse:
- Vou contar pro pai.
Deixou-a surpresa:
- Tem certeza?
Amanda deu de ombros:
- Mais cedo ou mais tarde, ele vai ter que saber.
Juliana não a decepcionou, a apoiou como sempre:
- Quer que eu vá com você?
No entanto, por mais generoso que fosse, não podia aceitar tal oferecimento:
- Não. É algo que tenho que fazer sozinha.
Se havia uma coisa que havia aprendido com tudo que acontecera nos últimos meses, era enfrentar seus próprios problemas, desafios e medos.
Falou para o pai que precisava conversar e ele prontamente a atendeu. Sentaram-se do lado de fora da casa, perto da piscina, em frente à churrasqueira. Ele acendeu um cigarro e esperou calado. Amanda respirou fundo, tomando coragem para contar a verdade sobre si mesma, enfim.
Contrário a tudo que esperava, foi o pai que a surpreendeu:
- Eu entendo você ter contado pra sua mãe primeiro. Só não entendo a razão de tanto medo de mim. O que você pensou que fosse acontecer? O que você achou que eu fosse fazer?
Absolutamente vexada, a única coisa que Amanda conseguiu dizer foi:
- Não sei. 
Ricardo deixou escapar um longo suspiro:
- Você sabe quanto tempo eu e sua mãe desejamos ter você e a sua irmã? Tempo demais pra que eu desista agora. Eu sempre tentei, continuo tentando e vou tentar sempre entender o que quer que seja.  Nada nesse mundo vale o risco de perder vocês.
Sacudiu a cabeça de um lado para o outro em negação, sem esconder a enorme decepção pelo que a filha pensava sobre ele:
- Eu não tenho sido um bom pai? Onde foi que eu errei? 
Amanda tentou justificar:
- Pai, se coloca no meu lugar. Você nunca aceitou a Laura. Por que comigo seria diferente?
A resposta foi imediata, carregada de um rancor indisfarçável:
- Eu não gosto da Laura, nunca gostei. Tenho meus motivos. E nenhum deles tem nada a ver com você. Tanto que aceitei que você fosse morar na casa dela. E não deu certo, exatamente como eu sabia que ia acontecer.
Ainda sem fita-la, olhando para a frente, Ricardo completou:
- Agora afinal e felizmente, a Laura fez o favor de sair de nossas vidas e espero que pra sempre.
Deixando em Amanda uma única certeza. Nunca, jamais deveria contar para ele o que havia acontecido entre ela e Laura, muito menos que havia namorado Michelle durante meses.
Foi arrancada dos próprios pensamentos quando o pai se virou para ela. A surpresa de Amanda não poderia ser maior, pois nunca, jamais esperaria vê-lo com os olhos cheios d’água, muito menos com as lágrimas escorrendo:
- Você é minha filha. Eu te amo. O resto não importa. Não vou deixar de te amar por você ser o que é.  Mesmo se você matar alguém, roubar, vender ou usar drogas ou... 
Antecipando a comparação absolutamente revoltante que se seguiria, o corpo inteiro de Amanda se crispou, involuntariamente. No entanto, o que esperava não aconteceu. Não soube dizer como, o fato é que o pai percebeu o erro e parou a tempo:
- Desculpe. Não foi isso que eu quis dizer. Eu não quis comparar, não é crime nenhum você ser...
Não foi capaz de completar. A tentativa de compreensão do pai fez com que Amanda tentasse ser compreensiva também. Falou num tom que nem de leve trazia qualquer tipo de cobrança ou agressividade. Soou leve, positivo, feliz. Como deveria:
- Lésbica.
Ricardo segurou as mãos da filha carinhosamente entre as dele, devolveu o sorriso que ela lhe lançou e prometeu:
- Eu posso e vou aprender a lidar com isso.
Um par de horas depois, despediu-se na rodoviária. Recusou mais uma vez a oferta do pai de levá-la de carro:
- Não precisa. Eu pego um uber quando chegar lá, é bem tranquilo.
Arrependeu-se assim que o ônibus saiu, pois viajar sozinha fez com que se tornasse inevitável aquilo do qual tinha conseguido fugir durante as últimas horas. Pensou em Michelle, relembrou cada instante passado com ela durante todo o caminho. 
Quando chegou em casa, o apartamento pareceu inexoravelmente solitário e foi impossível conter a vontade de procurá-la. Pegou o celular e ligou. Sentiu uma dor profunda ao não ser atendida. Equilibrou-se precariamente entre o impulso de ir até a casa dela e a certeza de que não deveria insistir. Pensou em apelar para os amigos, chegou a digitar uma mensagem para Marina. Mas não a enviou. Acatou o insight que teve. Mais do que isso, o seguiu. Pois acima de tudo, precisava aprender a lidar sozinha com o próprio vazio. 


O encontro não foi coincidência. Na segunda feira de manhã, Laura esperou mais de duas horas no corredor da sala de Michelle. Caminhou em direção a ela assim que a viu. 
Michelle preferiu não pensar se era ou não proposital, não fazia diferença alguma. Estava decidida a passar direto, era o que teria feito, se Laura permitisse. No entanto, ela parou na frente de Michelle e disse:
- Acho que nós precisamos conversar.
Não houve hesitação alguma por parte de Michelle. Foi dura, seca, quase fria:
- Eu não tenho nada pra falar com você.
Pegou a chave na bolsa e abriu a porta enquanto Laura pedia, com um desespero perceptível:
- Por favor, Michelle, eu preciso muito que você me escute.
Só então Michelle se virou. Foi com os olhos nos de Laura que afirmou, seriíssima:
- Eu não quero te ouvir. Por favor, me respeite.
Antes que ela pudesse se recuperar o suficiente para dizer ou fazer qualquer coisa, Michelle entrou na sala e bateu a porta atrás de si, deixando Laura ali, plantada no meio do corredor, inteiramente imóvel e sozinha.

CONTINUA 6a FEIRA... PENÚLTIMO CAPÍTULO!

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postado originalmente em 21 de Junho de 2017 às 18:00

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2 comentários:

  1. É! Acho que chegou o momento esperado \Ω/..
    Vão começar a aprender umas lições! Mesma situação, efeitos diferentes.

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  2. As mudanças são palpáveis nas três...Finalmente Michelle "ligou o foda-se" e deixou de por sempre os outros à frente e a andar a reboque deles. Agora começou a pensar primeiro nela e no que ela quer...Laura por outro lado deu-se conta que as coisas não giram à volta dela, e que a vida , em particular hoje Michelle, também lhe pode bater com a porta...Depois do balde de água gelada que ela atirou a Michelle agora foi a vez dela de levar com um...Neste turbilhão de emoções e sentimentos em que elas vão-se despindo de todas as ilusões espero que consigam se perdoar e se encontrar...Quanto à Amanda cresceu e deu-se conta que viver na realidade é bem melhor que viver escondida em ilusões...Um vai dando nós e vai-os desatando à medida que vai lendo... ;)
    Bjs

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