terça-feira, 21 de março de 2017

CAPÍTULO 04


- Eu não acredito!
Foi a primeira coisa que Amanda falou, assim que entrou na sala do apartamento de Laura. Largou a mala de rodinhas que puxava e praticamente correu em direção à Jukebox que a deixara extasiada:
- Isso é demais!
Coube a Elaine abraçar e beijar Laura e Michelle e tentar desculpá-la:
- Juro que normalmente ela é bem mais educada. 
Juliana entrou logo depois da mãe e também cumprimentou as duas antes de falar, de um jeito absolutamente bem-humorado:
- Quem não surtaria ao ter seu maior sonho realizado?
Inteiramente alheia ao que acontecia a seu redor, Amanda permaneceu alguns minutos debruçada sobre a máquina. Teria continuado muito mais tempo ali, se a mãe não a chamasse. Só então caiu em si. Virou-se completamente vexada:
- Desculpem... Me empolguei.
Elaine caminhou até a filha e passou o braço protetoramente ao redor dela, pronta como sempre para salvá-la:
- Amanda sempre foi apaixonada por Jukebox. Desde pequenininha.
Pelo sorriso de Michelle ao fechar a porta, Laura sabia perfeitamente o que ela estava pensando: “eu te avisei”. No entanto, sua própria paixão por Jukebox fazia com que Laura compreendesse a reação deslumbrada da menina e a relevasse, a ponto de sugerir:
- Quer colocar uma música?
A empolgação fez a voz de Amanda soar um tom acima:
- Posso?
Laura sorriu:
- Sinta-se em casa.
Não havia nada de formal na frase, muito pelo contrário. Foi com total sinceridade que falou. A mesma com que Amanda recebeu e retornou a generosidade daquela acolhida:
- Obrigada.
Os olhos se encontraram e cintilaram um reconhecimento muito além das palavras. 
- Amanda, minha filha, não é melhor conhecer o resto do apartamento primeiro? Ver onde vai ser o seu quarto e colocar as suas coisas lá?
O desapontamento de Amanda estava explícito, escrito em sua cara. Bem como a impossibilidade de contrariar a mãe. Desta vez foi Michelle a socorrê-la:
- Enquanto a Amanda escolhe uma música, vamos tomar algo? Um café, um chá, um suco, uma água?
Fez um gesto para que Elaine a acompanhasse. Juliana se juntou à irmã gêmea em frente à Jukebox e Laura ficou um instante observando as duas. 
Ao ver os títulos das músicas, Juliana fez uma expressão quase de horror:
- Só tem velharia!
Amanda retrucou do alto da superioridade que os minutos que a faziam mais velha lhe conferiam:
- Velharia não, clássicos! A maioria dos anos 70! - completou com um brilho de pura felicidade nos olhos.
A gêmea caçula replicou com uma implicância afetuosa e cúmplice:
- Nossa, não poderia ser mais perfeito... Pra você, sua esquisitinha!
O diálogo fez Laura sorrir, num misto de carinho e melancolia. 
Sim, elas tinham crescido, tanto que lhe pareciam quase desconhecidas. Ao contrário de quando eram crianças, pouco sabia sobre elas ou do que gostavam. Muito menos o tipo de pessoas que haviam se tornado. A única informação que possuía era aparente e, portanto, superficial: o quanto fisicamente ambas lembravam... Na verdade, eram quase iguais à Elaine naquela idade.
Afastou rapidamente a nostalgia que ameaçou tomá-la antes de virar-se em direção a cozinha, onde Michelle e Elaine estavam.
Assim que cruzou a soleira da porta, deparou-se com Elaine num banco alto, sentada sobre uma das pernas como lhe era de hábito. 
Nada demais. Se, ironicamente, a música escolhida por Amanda - “No Matter What” com os Badfinger - não começasse a tocar, ecoando um sentimento que julgava devidamente extinto, mas que naquele momento pareceu voltar a assombrá-la.
O inferno de serem tão próximas, mas não como desejava. Vê-la dia após dia, sem poder tê-la. Durante anos e anos, primeiro sem saber ao certo do que se tratava. Quando finalmente soube, mais alguns anos sem querer admitir, sem ser capaz de confessar nem para si mesma. Tinha tentado, com inúmeros ficantes e namorados, disfarçar, impedir que sequer desconfiassem o que não deveria nem jamais poderia sentir pela melhor amiga. Uma espécie de amor que na época julgava impossível. Mais do que isso, sórdido e condenável.
Uma fase de sua vida que, assim como a emoção trazida pela música, não passava de uma cicatriz, uma névoa, um fantasma do passado. Completamente fora de sua atual realidade. Foi o que Laura repetiu para si mesma, tentando transformar a mágoa em convicção e a incerteza em verdade. A voz de Michelle a trouxe de volta:
- O que você quer, meu amor?
Sorriu para a companheira:
- O que vocês estão tomando?
Foi Elaine quem respondeu:
- Um chá gelado. Delicioso, por sinal. Você precisa me passar a receita, Mi.
Desviando a atenção de Michelle para si:
- É bem fácil. Vou te passar pelo whats.
Laura acompanhou o diálogo leve e corriqueiro entre as duas com uma impressão de surrealidade:
- Ele emagrece, será?
- Talvez, quem sabe? Me achou mais magra?
- Pra dizer a verdade, achei sim. Você e a Laura.
- Ah, então não é o chá, porque a Laura nunca toma.
- Ela continua detestando chá e mate? E eu que pensei que o gosto das pessoas melhorasse com a idade...
Lançou um olhar absolutamente implicante para Laura, que engoliu a resposta que tinha na ponta da língua: “se melhorasse você não continuaria casada com o Ricardo”. 
Ao invés disso, passou os braços redor de Michelle e puxou-a para si. Soprou baixinho, antes de beijá-la nos lábios:
- Acha que eu preciso melhorar?
Recebeu a resposta logo depois, no mesmo tom que havia falado. Em seu ouvido, para que só ela escutasse:
- Está perfeita do jeito que está...
Arrepiou inteira e voltou a beijá-la, desta vez com uma veemência ainda mais inflamada, aquela que as duas décadas juntas só tinha aumentado...
Quando as bocas se separaram e afastou-se, deparou-se com o olhar de Elaine fixo nela, com uma intensidade que não conseguiu entender, traduzir, muito menos decifrar.


Amanda escolheu a música e a colocou para tocar apenas para, menos de um segundo depois, se arrepender. Pois foi impossível ouvi-la sem pensar em Rafaela. Na mesma hora, a alegria causada pela Jukebox se dissipou completamente. Tentou disfarçar, mas a irmã a conhecia bem demais:
- Não fica assim. Vamos lá, levanta essa cabeça!
O sorriso não impediu que algumas lágrimas escorressem. Afirmou muito mais para si mesma:
- Eu vou ficar bem.
Com as mãos de Amanda entre as dela, Juliana a apoiou incondicionalmente, como sempre fazia:
- Tenho certeza.
Num ímpeto, Amanda agarrou-se à irmã, extravasando o que estava sentindo: 
- Vou morrer de saudade de você!
Nunca haviam se separado tão em definitivo. Juliana a abraçou com a mesma impressão de perda irreversível:
- Eu também!
Levando Amanda a protestar:
- Você tinha que vir comigo, sua besta!
Juliana respondeu à altura:
- Vou continuar no conforto e na mordomia da casa da mamãe e do papai, vou ter um carro só meu, e a besta sou eu? 
Obteve o efeito desejado. Amanda riu, junto com ela. Mas não demorou para que ficasse novamente séria: 
- Estou com medo de não ter feito a escolha certa.
Apenas para ouvir o que já sabia que Juliana iria dizer:
- Você pode voltar pra casa a hora que quiser. Mas te conheço, irmãzinha. Tenho certeza que não vai se arrepender.  Rio do Sul é pequena demais pra você.
O olhar absolutamente inseguro que recebeu da irmã a fez completar:
- Aqui você vai poder escancarar o seu armário sem medo.
Amanda deixou escapar um suspiro:
- Que graça tem escancarar um armário vazio? 
De forma tão dramática que Juliana riu antes de sugerir:
- Quem sabe a Laura e a Michelle te apresentam alguém?
Nem a provocação foi capaz de tirá-la do estado de melancolia em que se encontrava:
- Ah, Ju, eu não sei se...
Juliana sequer cogitou a hipótese de o protesto ter a ver com idade. Amanda sempre tinha se interessado por mulheres mais velhas, a própria Rafaela tinha vinte e oito anos, dez a mais que elas. Sabia perfeitamente do que se tratava:
- Não me venha com essa conversinha de “eu nunca mais vou amar outra pessoa na vida”, porque ninguém merece!
Neste exato momento, Elaine entrou na sala, seguida por Laura e... Michelle:
- E então, Amanda? Pronta pra sua nova vida?


Somente depois de mil e uma recomendações, abraços, beijos e lágrimas, Elaine foi embora com Juliana. Laura fechou a porta do apartamento atrás de si com a última frase da amiga antes de entrar no carro reboando em seus ouvidos:
- Estou confiando meu bem mais precioso a você. Por favor, cuide dela como se a filha fosse sua.
Virou-se para Michelle e Amanda demonstrando uma alegria e animação em que absolutamente não estava:
- Que tal uma pizza?
Michelle perguntou diretamente para Amanda:
- Quer ir numa pizzaria? 
Apenas para evidenciar o que já intuía:
- Na verdade, eu estou um pouco cansada.
Laura já tinha a solução pronta:
- Tudo bem. Podemos pedir.
Na verdade, o alívio que sentiu não poderia ser maior, pois não estava com a menor vontade de sair de casa.
Completamente constrangida, Amanda foi polida:
- Não precisam se incomodar por minha casa.
Laura tentou deixá-la mais confortável:
- Incômodo algum. 
Michelle mostrou o caminho:
- Nós vamos pedir pizza de qualquer jeito, sabe por quê?
Falaram juntas, para espanto de Amanda:
- Porque hoje é sábado!
Depois riram, deixando-a perdida, sem entender nada e ainda mais sem graça. Percebendo a confusão da garota, Laura explicou:
- É de uma poesia. “O dia da Criação” de Vinícius de Moraes.
Totalmente arrependida por tê-la deixado de fora da piadinha particular. Algo que para elas era rotina, mas agora havia uma pessoa a mais a ser considerada. Uma pessoa de outra geração, com outros referenciais e que mal conheciam. Não ia ser fácil.
“Já começamos mal.”
A simpatia de Michelle salvou-as, como de hábito:
- Pobre de você, Amanda, convivendo com duas velhas cheias de manias... Vai acabar se acostumando, acho.
Laura aproveitou para pegar o folder da pizzaria:
- Podemos pedir três sabores.
Entregou-o para Michelle, que o estendeu para Amanda com o mais encantador dos sorrisos:
- Escolhe um. 
Amanda tentou recusar:
- Acho melhor vocês escolherem...
Amanda nunca tinha sido o tipo de pessoa que não sabe o que quer ou que tem dificuldade em fazer escolhas. Não era esse o problema. Se estivesse em casa, provavelmente seria a primeira a dizer o sabor que preferia. Mas ali era diferente, não tinha intimidade nem se sentia à vontade para escolher o que quer que fosse. 
Isso era notório para as três.
Entretanto, Laura queria que isso se revolvesse o mais rápido possível. Não só para cumprir o que prometera à Elaine, mas porque realmente queria que Amanda se sentisse bem:
- Pedimos sempre os mesmos. – apontou para si mesma: - Vegetariana. – e depois para Michelle: - Alho e óleo. O terceiro nós sempre alternamos e é sempre um parto pra decidir.
De um jeito tão engraçado que fez Amanda rir sem nem sentir. O sorriso persistiu em seu rosto quando Michelle completou o pensamento e a fala de Laura, de um modo que Amanda já tinha reparado que as duas sempre faziam:
- Você vai nos poupar horas e horas de debate.
Só então Laura lembrou de perguntar:
- Você gosta de pizza vegetariana e de alho e óleo?
A resposta foi imediata, sem hesitação alguma:
- Sim.
Mesmo assim, Michelle fez questão de confirmar:
- Mesmo?
Amanda voltou a rir:
- Mesmo.
Não perdeu tempo olhando para o cardápio, também tinha um sabor preferido:
- Portuguesa.
Afirmou com firmeza, toda a tensão e o acanhamento anteriores diluídos. 
- Fechou.
- Já é.
Não conseguiu perceber quem disse o que, a impressão que tinha era que Michelle e Laura eram só uma. Pensamento que a fez olhar para as duas com um misto de admiração, inveja, curiosidade e...  Algo mais, que não teve coragem de tentar definir.


Quando Laura saiu do banho, todas as luzes do apartamento estavam apagadas. Foi o som que a chamou, de forma inexorável. Sem precisar da visão para guiar-se, seguiu a música que tocava. “How deep is your love” na voz dos Bee Gees, vinda da Jukebox, cuja luz conferia à sala uma penumbra colorida.
Na frente do aparelho, com um copo de uísque na mão, Michelle movia o corpo sensualmente, de olhos fechados. Em qualquer outra ocasião, Laura colaria o corpo no dela e a acompanharia, sem hesitar. Mas não estavam vivendo uma situação normal. Aproximou-se o suficiente para perguntar num volume baixo voz:
- Onde está a Amanda?
Michelle olhou para ela com um sorriso que não deixava margem para erro:
- Foi dormir.
Puxou Laura para si e beijou-a, de forma absolutamente apaixonada. De início, Laura correspondeu integralmente, exatamente como Michelle esperava. 
Apenas para, logo depois, recuar, com uma preocupação exagerada:
- E se ela sair do quarto? Pra ir ao banheiro, ou tomar uma água?
Foi cortada com a mais sedutora suavidade:
- Estou beijando a minha mulher na minha sala. Nada demais. Com certeza ela já viu coisas muito mais explícitas. E com a idade que tem, fez também, claro! 
Com uma rapidez assustadora, as imagens ameaçaram se formar na mente de Laura, que as afastou antes que realmente se materializassem:
- Prefiro não pensar nisso.
A primeira reação de Michelle foi rir, achando graça no repentino e inédito surto de moralismo de Laura. A segunda foi colocar o copo na mão dela e enlaçá-la pelo pescoço:
- Meu amor... Relaxa... 
Fez uma pausa antes de completar:
- É ela que tem que se adaptar à nossa rotina e não o contrário.
Laura livrou-se do copo, depositando-o no móvel mais próximo:
- Tem razão. 
Abraçou Michelle pela cintura e encostou o rosto no dela, o contato fazendo-a deixar escapar um suspiro.
Com o bom humor delicioso que lhe era peculiar, Michelle disse:
- Eu sempre tenho.
O riso que compartilharam pontuou o momento em que começaram a se mover juntas, seguindo o compasso da música. Os lábios voltaram a se buscar, fazendo com que perdessem a percepção do resto do mundo. Sequer notaram que não estavam mais sozinhas na sala. 

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MÚSICAS QUE INSPIRARAM O CAPÍTULO:


postado originalmente em 12 de Abril de 2017 às 18:00.



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4 comentários:

  1. Então. enfim Amanda se mudou pra o apartamento de Michelle e Laura, na boa o surto q ela teve ao ver a Jukebox até eu teria.
    Tb achei super natural ela não se sentir em casa, na hr de pedir a pizza visto q acabou de chegar...
    Elaine com o olhar fixo qdo Laura e Michelle se beijam?? O q significa isso?? O q vcs vão fazer com minha filhinha inocente na casa de vcs, ou ciúmes de Laura?? estranho... mto estranho...
    Pelo visto Amanda tem um q de voyeur.
    Veremos onde isso vai dar.
    k k k
    Arrasando como sempre, adorei...

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  2. Laura e Elaine: caso mal resolvido que precisa de um final para que Laura vire a página e de valor a tudo que Michelle fez e aturou por amor a ela.
    Amanda ao contrário de Laura, mesmo não tendo saído do armário tem certeza de sua sexualidade e já teve relação sexual... vai escancarar as portas do armário...
    Menina que final foi esse... Um casal, apaixonado, dançando sensualmente e aos beijos, no escurinho, sendo observado por uma jovem (que curte mulheres mais velhas) com os hormônios a flor da pele e com saudades... Haja imaginação... Vais acabar com os estoques de lexotan...
    Estou vendo problemas para o casal... Laura olhando para Amanda e lembrando de Elaine, é bom tomar cuidado para não decepcionar a Michele.
    E por fim, vou matutar mais um pouco nas reticências da frase: "Neste exato momento, Elaine entrou na sala, seguida por Laura e... Michele."

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  3. Laura e Michelle casal perfeito...mas a sombra de Elaine, com toda a polidez, assombrando essa perfeição.
    Amanda, imagem e nova versão de Elaine, parece-me que se vai adaptar muito bem às rotinas do casal...Este enredo a cada capitulo nos promete mais...Bom, muito bom ;)
    Bjs

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  4. Estão vendo né? Mal resolvição dá nisso. Kkk. Eu que o diga.
    Senti até um arrepio na espinha com esse capítulo.
    Tô com dó da Michaelle, pois ao que parece, não bastasse o fantasma da Elaine, agora Amanda com olhar comprido pra Laura? Será que irá se aplicar o famoso ditado "quando o capeta não vem, manda o rabo"?
    Parabéns Di! Excelente capítulo
    Bjs

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